Monday, September 28, 2009
Saturday, September 12, 2009
Thursday, September 03, 2009
Mutável
Tuesday, February 17, 2009
Eu voltei!
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei...
Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei...

Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei...
Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei?
E eu falei...
Onde andei!
Não deu para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei...

Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei...
Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei..."

Friday, December 19, 2008
Thursday, December 18, 2008
Friday, August 08, 2008
Confessionário
Não uma dor de amor ou sequer de desgosto
Mas sim, de impotência
E infelizmente, não sei bem ao certo
da onde tirar forças para curar a dor!
Mas sei, que vou lutar, e me curar
Mas por enquanto, só sei chorar"
Monday, July 28, 2008
Anyone Else but You
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see in anyone else
But you
I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see anyone can see, in anyone else
But you
Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see in anyone else
But you
The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't you forgive me?
I don't see what anyone can see in anyone else
But you
I will find my nitch in your car
With my mp3 dvd rumple-packed guitar
I don't see what anyone can see in anyone else
But you
Up up down down left right left right b a start
Just because we use cheats doesn't mean we're not smart
I don't see what anyone can see in anyone else
But you
You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see in anyone else
But you
We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, i want more stage
I don't see what anyone can see in anyone else
But you
Don Quixote was a steel driving man
My name is Adam I'm your biggest fan
I don't see what anyone can see in anyone else
But you
Squinched up your face and did a dance
You shook a little turd out of the bottom of your pants
I don't see what anyone can see in anyone else
But you"
Thursday, July 24, 2008
A Flor do Perdão
acordei e pedi perdão!
A primeira coisa que fiz!
Pedi perdão e assumi o posto contrário,
de quem deveria ter aceito o perdão,
e não ter pedido!
Mas pedi.
E me senti tão bem ao ter pedido.
Me senti mais leve!
E depois disso, chorei.
Chorei um pouco, algumas lágrimas de perdão.
Que cairam na terra do meu jardim,
e parecem estar florescendo
botões multicoloridos."
Sunday, July 13, 2008
Homem Hiato
Na áurea dos anos vividos
Dos mil sonhos omitidos
Não sei bem ao certo o que ficou
Sou agora um ponto que cegou
Entre os pálidos sentidos
Do não merecer ouvidos
Um vilão que ninguém cantou
Nem sempre durmo tranqüilo
No meu caminho inexato
Sombra do fim, meu sigilo
Do conto quisto em boato
Não sobrou nem um cochilo
Eu, um vil homem hiato"
Monday, July 07, 2008
O mais importante e bonito, do mundo,
é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas
– mas que elas vão sempre mudando.
Afinam e desafinam. Verdade maior. "
Sunday, July 06, 2008
Aproveitar o Tempo
"Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!
Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos -
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.
Verbalismo...
Sim, verbalismo...
Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...
Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...
Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto.
Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!
(Passageira que viajaras tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano,
Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?)
Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino."
Álvaro de Campos
Tuesday, July 01, 2008
Thursday, June 26, 2008
Ideologias Mascaradas
Antes de mais nada, faz-se necessária a análise das propostas internacionais levantadas a respeito dessa questão. A comovente oralidade com a qual grandes potências se sensibilizam em proteger a Amazônia oculta certos ares imperialistas, visando o domínio dos recursos naturais e por que não dizer, do petróleo incolor chamado água, por ela oferecidos (em grande abundância). Possivelmente, trata-se de um neo-colonialismo mascarado nos moldes preservacionistas. Embora grandes adeptos da preservação global, bem como sua recuperação - a exemplo de Al Gore; discorram a favor da internacionalização amazônica, deve-se levar em conta que não serão estes que usufruirão da região, mas sim, seus estados.
Internacionalizar a Amazônia é, como enfatiza o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva> deixar que alguém entre em nossa casa, abra nossa geladeira e beba o que tem lá sem a nossa devida permissão.
A Amazônia, indubitavelmente, é nossa! Usufruir, explorar e principalmente, cuidar dela é responsabilidade nossa! A sua internacionalização deve continuar sendo apenas uma utopia imperialista."
Saturday, June 21, 2008
Acorda Amor
"Se eu demorar uns meses,
Convém às vezes você sofrer.
Mas, depois de um ano, eu não vindo,
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer"
Wednesday, June 18, 2008
A de Amigo, A de Amor
o bom abraço amigo
queimou meu corpo em brasa
Apaixonando de um amor sincero
Um passo comprometido
um carinho respeitoso
Do que era respeito de amigo
Mas sinceramente não sei
se foi o amigo que se pôs em amor
ou se amor se tornou amigo"
A dor a mais
Muito amor demais
Foi tanta a paixão
Que o meu coração, amor
Nem soube mais
Inventei a dor
E como ela nos doeu
Ah, que solidão buscar perdão
No corpo teu
Tanto tempo faz
Tens um outro amor, eu sei
Mas nunca terás
A dor a mais
Como eu te dei
Porque a dor a mais
Só na paixão
Com que eu te amei"
Thursday, June 05, 2008
Construção
"Amou daquela vez
Como se fosse a última
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Ergueu no patamar
Quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo
Num desenho mágico
Seus olhos embotados
De cimento e lágrima
Sentou prá descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou
Como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou
Como se ouvisse música
E tropeçou no céu
Como se fosse um bêbado
E flutuou no ar
Como se fosse um pássaro
E se acabou no chão
Feito um pacote flácido
Agonizou no meio
Do passeio público
Morreu na contramão
Atrapalhando o tráfego...
Amou daquela vez
Como se fosse o último
Beijou sua mulher
Como se fosse a única
E cada filho seu
Como se fosse o pródigo
E atravessou a rua
Com seu passo bêbado
Subiu a construção
Como se fosse sólido
Ergueu no patamar
Quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo
Num desenho lógico
Seus olhos embotados
De cimento e tráfego
Sentou prá descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou
Como se fosse máquina
Dançou e gargalhou
Como se fosse o próximo
E tropeçou no céu
Como se ouvisse música
E flutuou no ar
Como se fosse sábado
E se acabou no chão
Feito um pacote tímido
Agonizou no meio
Do passeio náufrago
Morreu na contramão
Atrapalhando o público...
Amou daquela vez
Como se fosse máquina
Beijou sua mulher
Como se fosse lógico
Ergueu no patamar
Quatro paredes flácidas
Sentou prá descansar
Como se fosse um pássaro
E flutuou no ar
Como se fosse um príncipe
E se acabou no chão
Feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão
Atrapalhando o sábado...
Por esse pão prá comer
Por esse chão prá dormir
A certidão prá nascer
E a concessão prá sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Deus lhe pague!
Pela cachaça de graça
Que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça
Que a gente tem que tossir
Pelo andaimes pingentes
Que a gente tem que cair
Deus lhe pague!
Pela mulher carpideira
Prá nos louvar e cuspir
E pelas moscas bixeiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
Que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague!"
Tuesday, June 03, 2008
O Hóspede
O solitário albergue do deserto?
O que buscas além dos horizontes?
Por que transpor o píncaro dos montes,
Quando podes achar o amor tão perto?...
"Pálido moço! Um dia tu chegaste
De outros climas, de terras bem distantes...
Era noite!... A tormenta além rugia...
Nos abetos da serra a ventania
Tinha gemidos longos, delirantes.
"Uma buzina restrugiu no vale
Junto aos barrancos onde geme o rio...
De teu cavalo o galopar soava,
E teu cão ululando replicava
Aos surdos roncos do trovão bravio.
"Entraste! A loura chama do brasido
Lambia um velho cedro crepitante,
Eras tão triste ao lume da fogueira...
Que eu derramei a lágrima primeira
Quando enxuguei teu manto gotejante!
"Onde vais, estrangeiro? Por que deixas
Esta infeliz, misérrima cabana?
Inda as aves te afagam do arvoredo...
Se quiseres... as flores do silvedo
Verás inda nas tranças da serrana.
"Queres voltar a este país maldito
Onde a alegria e o riso te deixaram?
Eu não sei tua história... mas que importa?...
... Bóia em teus olhos a esperança morta
Que as mulheres de lá te apunhalaram.
"Não partas, não! Aqui todos te querem!
Minhas aves amigas te conhecem.
Quando à tardinha volves da colina
Sem receio da longa carabina
De lajedo em lajedo as corças descem!
"Teu cavalo nitrindo na savana
Lambe as úmidas gramas em meus dedos,
Quando a fanfarra tocas na montanha,
A matilha dos ecos te acompanha
Ladrando pela ponta dos penedos.
"Onde vais, belo moço? Se partires
Quem será teu amigo, irmão e pajem?
E quando a negra insônia te devora,
Quem, na guitarra que suspira e chora,
Há de cantar-te seu amor selvagem?
"A choça do desterro é nua e frial
O caminho do exílio é só de abrolhosl
Que família melhor que meus desvelos?...
Que tenda mais sutil que meus cabelos
Estrelados no pranto de teus olhos?...
"Estranho moço! Eu vejo em tua fronte
Esta amargura atroz que não tem cura.
Acaso fulge ao sol de outros países,
Por entre as balças de cheirosos lises,
A esposa que tua alma assim procura?
"Talvez tenhas além servos e amantes,
Um palácio em lugar de uma choupana,
E aqui só tens uma guitarra e um beijo,
E o fogo ardente de ideal desejo
Nos seios virgens da infeliz serrana!..."
No entanto Ele partiu!... Seu volto ao longe
Escondeu-se onde a vista não alcança...
... Mas não penseis que o triste forasteiro
Foi procurar nos lares do estrangeiro
O fantasma sequer de uma esperança!...
Thursday, May 08, 2008
Friday, April 18, 2008
Uma Noite Qualquer
Fugitivo dos carros velozes, da falta de ar
Me sentei no sofá macio, de tons magenta
E preparei um café preto, forte, com menta.
A casa estava escura. Vazia.
Do pão, só havia uma fatia
E de min, cansado, esgotado
Só a penumbra de um ser acabado
O aperto no meu peito era doloroso
Mas eu não negava ser um tanto prazeroso
E fui me lembrando das pessoas que amava
Dos rostos, jeitos, carinhos que adorava
Dos abraços que há tempo não recebia
Dos amores secretos, que ninguém sabia
Fiquei no sofá, tênue, por horas incontáveis
Escolhendo viver os momentos amáveis
Dos quais, nunca havia me esquecido"
Thursday, April 10, 2008
Contemporanismo Forense
Percorrem esquinas, caminhos vitais
Os testas de ferro, capachos do mal
Escondem vilões no escuro letal
Cabeças redigem infâmes mentiras
Pedestres que fogem do ócio dos tiras
Verdades horrendas nas peles nuas
Escuro dos prédio, sangue das ruas
E a sombra do medo, a falta de paz
A dor investida na boca voraz
Sufocam pessoas no ímpeto muro
Da desarmonia do abismo escuro"
Tuesday, April 08, 2008
Até Pensei
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia, toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade morava tão vizinha
Que, de tolo, até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me vinha
Eu andava pobre, tão pobre de carinho
Que, de tolo, até pensei que fosses minha
Toda a dor da vida me ensinou essa modinha"
Thursday, April 03, 2008
Soneto da Separação
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
Eu, e meu Eu Revoltado
ser vilão, perder tempo!
- Não! Não vale a pena sofre por amar!
Amar o vazio, raso, sopro de vento
- Tem que olhar pra frente
Erguer a cabeça, homenagear a si mesmo
- E do que vale apanhar e ser decente
fazer o bem a esmo?
- Melhor é viver em paz (meu caro)
Sentir a brisa no rosto
- E ser enganado de forma voraz
Se olhar no espelho e só ver desgosto...
- Pensando bem, vamos fazê-la chorar!
Sentir as tristezas e desgostos variados!!!
- Ora amigo, calma! Pra que se exaltar?
Acho melhor, ser pelo menos, educado..."
Eu, Você, e meu Eu Criado
lembranças cruas da dor
A boca seca de vingança
que nem o tempo faz mudança
De tudo que foi paixão
o sopro quente no coração
Fez-se pó errante de desgosto
de vingança que almeja teu víl rosto
O vermelho paixão mudou de tom
Virou vermelho raiva, escuro sem som
Ânsia maldita
Confusão infinita
De fato, não sou eu escrevendo
este, você criou, adestrou sofrendo
Na palma da mão obscena
que engana, é santa, faz cena
E dentro do turbilhão emocional
fui feito irracional
E agora, pensando novamente
vai ser diferente!
Sem rima, sem emoção
ódio, raiva, dor, tesão
No simples passo sem insegurança
Amo, descrença e Vingança!"
Friday, March 21, 2008
Nunca!
Eles sempre bradavam
Mas eu costumava seguir
meu próprio sentido
Desgarrado, rebelde novilho
que os erros maturavam
Sempre querendo partir
daquele inferno doído
Fugindo da vida sem brilho
Das bocas que sempre rugiam
Na chance de abstrair
e encontrar um jardim florido
Não mais preso ao espartilho
Das mãos que torturavam
Nem quando fraco, ao cair
Da força e da garra despido
Mesmo partido o ílio
as dores que dos olhos escorriam
Lutar, sem se inibir
E nunca na vida, tornar-se um ébrio abatido"
Tuesday, March 18, 2008
Desespero da Piedade
E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos...
Mas tende piedade também dos que andam de automóvel
Quando enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção.
Tende piedade das pequenas famílias suburbanas
E em particular dos adolescentes que se embebedam de domingos
Mas tende mais piedade ainda de dois elegantes que passam
E sem saber inventam a doutrina do pão e da guilhotina.
Tende muita piedade do mocinho franzino, três cruzes, poeta
Que só tem de seu as costeletas e a namorada pequenina
Mas tende mais piedade ainda do impávido forte colosso do esporte
E que se encaminha lutando, remando, nadando para a morte.
Tende imensa piedade dos músicos dos cafés e casas de chá
Que são virtuoses da própria tristeza e solidão
Mas tende piedade também dos que buscam silêncio
E súbito se abate sobre eles uma ária da Tosca.
Não esqueçais também em vossa piedade os pobres que enriqueceram
E para quem o suicídio ainda é a mais doce solução
Mas tende realmente piedade dos ricos que empobreceram
E tornam-se heróicos e à santa pobreza dão um ar de grandeza.
Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos
Que em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão
E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão
Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe onde vão...
Tende piedade dos barbeiros em geral, e dos cabeleireiros
Que se efeminam por profissão mas que são humildes nas suas carícias Mas tende mais piedade ainda dos que cortam o cabelo:
Que espera, que angústia, que indigno, meu Deus!
Tende piedade dos sapateiros e caixeiros de sapataria
Que lembram madalenas arrependidas pedindo piedade pelos sapatos
Mas lembrai-vos também dos que se calçam de novo
Nada pior que um sapato apertado, Senhor Deus.
Tende piedade dos homens úteis como os dentistas
Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer
Mas tende mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia
Que muito eles gostariam de ser médicos, Senhor.
Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos
Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão
Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes
Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.
E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tende píedade das mulheres Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres
Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres
Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!
Tende piedade da moça feia que serve na vida
De casa, comida e roupa lavada da moça bonita
Mas tende mais piedade ainda da moça bonita
Que o homem molesta – que o homem não presta, não presta, meu Deus!
Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais
Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação
E sonham exaltadas nos quartos humildes
Os olhos perdidos e o seio na mão.
Tende piedade da mulher no primeiro coito
Onde se cria a primeira alegria da Criação
E onde se consuma a tragédia dos anjos
E onde a morte encontra a vida em desintegração.
Tende piedade da mulher no instante do parto
Onde ela é como a água explodindo em convulsão
Onde ela é como a terra vomitando cólera
Onde ela é como a lua parindo desilusão.
Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas
Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade
Mas tende piedade também das mulheres casadas
Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.
Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas
Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas
Mas que vendem barato muito instante de esquecimento
E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.
Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas
De corpo hermético e coração patético
Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçada
Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas.
Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade.
Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras
Que são crianças e são trágicas e são belas
Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam
E que têm a única emoção da vida nelas.
Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse
Ter piedade de si mesma e de sua louca mocidade
E outra, à simples emoção do amor piedoso
Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.
Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas
A vida fere mais fundo e mais fecundo
E o sexo está nelas, e o mundo está nelas
E a loucura reside nesse mundo.
Tende piedade, Senhor, das santas mulheres
Dos meninos velhos, dos homens humilhados – sede enfim
Piedoso com todos, que tudo merece piedade
E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!
Saturday, March 15, 2008
Meu Real Desejo
era de dizer-lhe o quanto
és importante pra min
Mas seria a esmo
mesmo orando tanto
com as palavras perto do fim
Mas na escrita, torta
seria mais covarde
porém, mais eterno
Palavra que o tempo não corta
que no peito arde
Num verdadeiro sentimento fraterno
Thursday, March 13, 2008
Escrever é fácil...
Você começa com uma letra maíuscula
e termina com um ponto final.
No meio você coloca idéias."
Saturday, March 08, 2008
Para um Grande Amigo
Thursday, February 28, 2008
Eu sinto um arrepio num lugar bobo
Que começa na ponta dos meus pés
Me faz enrugar o nariz
Para onde for
Eu sempre sei que é você que me faz sorrir
Por favor, fique por um instante
Não tenha pressa
Pra qualquer lugar que você vá"
Fragilidade
naquele turbilhão
Que o medo de partir
me isolava na multidão
Do Outono à Primavera
das folhas secas no chão
Da demora da espera
do inverno até o verão
E que toda vez que você aparece
não penso mais em ir
Nem mesmo seguir essa prece
Só mesmo sorrir e sorrir"
Wednesday, February 20, 2008
Thursday, February 14, 2008
A Casca
tornou a quebrar o gelo
que transformava meu
coração de carne
em pedra fria e dura
Marcada pelas exógenas
do tempo
Exposto às desavenças
e descasos de um amor
fracassado, falso
O qual, não é esse mais
que procuro
E mais, sabendo que em quem
procuro, não acho falsidade
Então, aquela densa camada
cinza, dura, de tristeza
que se formava sob meu
corado coração,
Vai se quebrando
com seu sorriso
Seu perfume
até ser novamente
e não mais que novamente
Coração pulsante
pintado com as cores
da felicidade e do amor"
Tuesday, February 12, 2008
Amor à Segunda Vista
mal pude reparar
na beleza dos teus olhos
Tempo... tempo
inimigo eterno da chance
Mas juro que na segunda vez
fui possuído
ou melhor,
enfeitiçado
pela magia do teu olhar
E ainda que
não acreditasse em amor à primeira vista
Sorri e pensei
- À segunda eu acredito!"
A um Poeta
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre e sua.
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade."
Onde está tudo!?
o vento do passado
bagunçou os meus cabelos
Fez da minha mente
confusão
E do meu peito
saudade
E uma angústia
profunda
doída
me cegou
Me fazendo perder
a força do mover
a visão
a fala
Me tornando fraco
contra as lágrimas
que teimavam a descer
Como um rio bravo
que bate nas pedras
do tempo
Que marcam meu rosto
E nem cavalo
Nem espada
Nem princesa me restavam
Só a dor da falta
Da saudade
Do estar só
é que me acompanhavam"
Thursday, February 07, 2008
Monday, February 04, 2008
O Trem da Saudade
Nos trilhos corre o trem da saudade
E a lua o espia
Espiã da paixão
Fumaça, fumaça, fumaça
Várias cabeças olham
a natureza florir
Florindo o amor nos corações
Fumaça, fumaça, fumaça
fumaça da nostalgia
que faz correr em meus olhos
o pranto de sentir a falta de tudo aquilo"
Saturday, February 02, 2008
Samba da Benção
Que ser triste
Alegria é a melhor
Coisa que existe
É assim como a luz
No coração...
Mas prá fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba
Não!...
Fazer samba não é
Contar piada
E quem faz samba assim
Não é de nada
O bom samba é uma forma
De oração...
Porque o samba é a tristeza
Que balança
E a tristeza tem sempre
Uma esperança
A tristeza tem sempre
Uma esperança
De um dia não ser mais triste
Não!...
Põe um pouco de amor
Numa cadência
E vai ver que ninguém
No mundo vence
A beleza que tem um samba
Não!...
Porque o samba nasceu
Lá na Bahia
E se hoje ele é branco
Na poesia
Se hoje ele é branco
Na poesia
Ele é negro demais
No coração..."
Tuesday, January 29, 2008
Para os amigos do Peito
Não era dor de amor
Nem enfermidade mal tratada
Era dor de saudade
E eu engoli seco
Me faltando o ar
Prendendo o choro
E meu coração apertou no peito
Parecendo que queria explodir
E alcançar todos que me faziam
tanta falta
E vi as fotos, e ouvi as músicas
E a dor foi passando
O choro já não era mais apertado
Era singelo, fino
Mas a saudade continuava
De todos esse anos
todas as viagens e os sorrisos
que como num passe de mágica
sempre aparecem em minha mente
quase que dizendo:
Como vocês me fazem falta!"
Sunday, January 27, 2008
V de Você
em como seria bom
eu e você, você e eu
Sozinhos, a deitar
na verde grama
Nos banhando no sol do outono
da primavera ou do verão
Nos aquecendo do frio
do inverno
dos corações desacreditados.
E só ando querendo
saber se você pensa nisso
também
Em sair dessa escuridão
em deixar alguém
aquecer você por dentro
E vou planejando
quanto tempo gastarei
enrolando meus dedos em seus cabelos
Só pra deixar um sorriso no seu rosto
Fazer seu coração
bater mais rápido
Junto ao meu
Talvez, depois disso
da rosa orvalhada
do cheiro da grama
e dos abraços gostosos
Eu posso olhar nos seus olhos
e sem pronunciar uma palavra
dizer
Você é quem eu sempre quis"
Infinitas acolhidas
infinitas mãos
para estender a perder de vista
Resgatar todos os corações
descoloridos
desgastados
Trazer novos sorrisos
a rostos antigos
E fazer brilhar de novo
o brilho das almas
que tanto gosto
Eu gostaria
muito"
Wednesday, January 23, 2008
Se
Coisas do Coração
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não
Coisas do coração!
Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais
Paixão e nada mais!
Somos a resposta exata do que a gente perguntou
Entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração!
Coisas do coração!
"Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto
é realidade"
Sonho
todos os meus sonhos
daquela gaveta apertada
e fria em que eles
se encontravam.
Eles estavam intactos,
cobertos por uma fina camada
da poeira do tempo.
Mas pareciam maltratados,
esquecidos,
mas ainda eram os mesmos.
E quando sentiram
o calor do meu peito,
a minha vontade de ser,
criaram asas,
como num passe de mágica.
Asas de pássaros
cor de cetim.
E confesso que foi
impossível segurá-los em minhas mãos,
até relutei contra isso
esquecendo da dor,
mas com ferocidade,
uma luz cegou meus olhos
e forçou minhas mãos a abrirem.
E eu cai, desacordado.
E quando acordei
estava leve.
Sereno.
E só aí percebi,
que vivia meu próprio sonho
num quê de realidade"
Eu, etiqueta
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos de mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso dos outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solitário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar, ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares, festas, praias, pérgulas, piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio de estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo dos outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem,
meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente."
Tuesday, January 15, 2008
te caço como uma borboleta
te levo para um bar
para a gente beber nossas fofocas
e só de sacanagem
peço para tocar aquela musica
que lembra a nossa amizade
e esses anos maravilhosos que passamos juntos"
Um presente de uma garota, mais que amiga
alguém pela qual sou apaixonado!
Uma pessoa que merece tudo de melhor da vida
pois ela só proporciona isso aos outros!
Uma garota que se entitula minha fã
mas fã na verdade, sou eu!
Depois de Algum Tempo
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dara mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão."
Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam! E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você
junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !!!"
William Shakespeare
Monday, January 14, 2008
Soneto de Fidelidade
"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
Vinicius de Moraes
Má
Uma pedra de gelo
Transparente, dura e fria
Impossível de esquentar
não valendo nem a pena
E por que?
Eu ainda ligo pra você
quando estou só
para dizer que estou com saudades?
Se nem isso, nem nada
como aquela fotografia
servem de prova
de que eu me importo com você?
Mas eu não gosto mais
Ou gosto?
Não sei
O importante é saber
Que não quero mais gostar
Por que você é Má"
Pena
Não tem pena.
Até tem, mas não de min.
Me maltrata, me judia,
com essa beleza.
E Que beleza!
E o perfume?
Nunca senti,
acho eu.
Mas é de deixar maluco!
É... Camila...
Pena, de min!"
Thursday, January 10, 2008
And the shadow of the day,
Will embrace the world in grey,
And the sun will set for you."
Os Olhos
O que farei se
um dia precisar de óculos?
Terei a alma desfocada!?
Ou apenas a vista cansada
das balburdias humanas,
do desapego à Mãe-Natureza
e dos descasos com meu coração!?"
Eu Não me Entendo
se parecem mesmo
com os minutos que te vejo
Pois agora, não faz mais diferença
Só faz, depois
quando bate um aperto no meu peito
Um aperto de solidão
Dos carinhos que te fiz
pra você não restou nada
e se restou
Ó Deus!
Por que não demonstras!?
Mas eu continuo a gostar
E a saber,
que os presentes que te dou
não são para te vangloriar
São somente para te alegrar
E mesmo ao ouvir
"Não precisava!"
Eu que sei se precisava ou não
Pois ao ver seu sorriso
vi que era preciso
Para ver se eu sorria também!"
Meu poeta camarada
Poeta da pesada
Do pagode e do perdão
Perdoa essa canção improvisada
Em tua inspiração
De todo o coração
Da moça e do violão
Do fundo
Poeta
Poetinha vagabundo
Quem dera todo mundo
Fosse assim feito você
Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer
A vida é pra levar
Lincon, velho, saravá"
De uma garota de refinados sentimentos
e belas aparências
Wednesday, January 09, 2008
Auto-controle
viver uma vida perfeita
como a escrita nos romances
Viva uma vida irregular
como a dos poetas
Que não viviam
a perfeita seriedade
mas viviam
como queriam"
O Meu Amor
o que é o amor
eu continuo amando
Mesmo que você não saiba
quanto é o amor
eu continuo amando
E até quando eu penso
que você nem sabe amar
eu continuo amando
Por que eu amo o amor
não as pessoas finitas
deste raso plano"
Ninguém
por onde andas?
Quando eu menos deveria pensar
Pensei
Por que ela? E se era de fato, ela?
E no calor do suor
Dos corpos entrelaçados
Vi que poderia ser ela
Mas também a que tinha em meus braços
Podia ser aquela que me lança olhares na rua
Aquela que soletra meu nome
Ou até mesmo aquela que nem me nota
Notei que não seria somente uma
Seriam todas
E sendo todas, não seria ninguém
Podendo eu
Respirar sossegado
Sabendo que é melhor estar só
do que mal acompanhado"
Sunday, January 06, 2008
se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corroe por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso
e a outra metade é um vulcão."
Novas Caras
descobrindo uma certa metade
minha, que estava por ai
e eu nem notava a ausência
Mas agora, novidade que paira
Pressinto que de fato
me falta essa metade
E ela escreve, e lê
e faz da sua vida um poema
Ou eu estou ficando louco
de tanto procurar
ou, encontrei algo (ou alguém) de verdade
E os dias que passam
só trazem a certeza, de que
ela é diferente
mas não sei bem ao certo se sou perceptível
Mesmo sentindo
que eu, não sei de nada dos meus caminhos
Que apenas os sigo
Escolhendo, de vez em quando
à esquerda
ou à direita
Destas benditas bifurcações que me perseguem
Não sei se apareço
e nem sei ao certo, se ela é de fato diferente
mas prezo que sim
Resta descobrir
se sou também para ela
algo além de uma foto"
Vermelho e suas Múltiplas Faces
das palavras mastigadas
Me faz lembrar
do amor que me destes
camuflado em sentimentos
um bolo de confusão
Da qual a ilusão
Imperatriz dos acontecimentos
Me cegava
me fazia de tolo.
E agora aqui
Me meto a escrever
Versos tão desiguais
tão desuniformes
quanto o amor que me entregastes,
num pedaço de papel
marcado de batom
Vermelho paixão
Vermelho fúria"
Saturday, January 05, 2008
A Minha Natureza
pouco agora
O cheiro da terra molhada bateu em minha janela
e o vento agitou meus cabelos
E sem mais pensar
estava eu, naquela torrente de água
vinda do céu
E o manto incolor
caiu sob meus olhos
E me fez sorrir
com a simplicidade
que eu procurava há tanto tempo"
Não Sou Vazio
Por palavras das quais não entendo
Das quais os significados pouco valem
Só são belas, e enfeitam meus textos
E penso, o quão tolo é aquele
que escreve suas ousadas palavras tortas
intangíveis aos sentimentos
Indecifráveis caminhos a se perder
Pois o que é bonito não tem forma
E sim se forma no coração
Como o cheiro da chuva batendo na terra
O movimento dos girassóis ao comando celeste
As andorinhas voltando para o ninho no fim da tarde
Pois isso é que é o bonito
o simples, a palavra fácil
As únicas coisas, que de fato
Tocam meu coração"
O Lado Inaugural
"Ás vezes
me sinto só
com tanta gente ao meu redor
e aquele anel
que sempre me trás boas recordações
De momentos bem-vividos
Ao seu lado
E já não me importo mais
em ter
em ser
Se não tenho você
E aquele lado inaugural do meu ser
O cartão de visitas
A sala de estar
o amor brilhante
como seus olhos
Como aquele anel
que sempre me trás
Boas recordações"
Nada mais
"Eu juro
Que não queria nada
nada de mais
Eu juro, que eu só queria
um alguém
pra logo ao abrir dos olhos
lembrar de tudo que eu disse
noite atrás
Nada de mais
alguém que ao cerrar dos olhos
ao cair tarde
assistisse o por do sol comigo,
mesmo não estando ao meu lado
Que no orvalho da manhã
sentisse meu cheiro
Na claridade do finito
sentisse meu amor
Infinito"
Monday, December 31, 2007
Quando termina bem
Os seus olhos
E os seus olhos
Não estão rasos d'água
Mas eu sei que no coração
Ficaram muitas palavras
Um vocabulário inteiro
De ilusão
Tudo que viceja
Também pode agonizar
E perder seu brilho
Em poucas semanas
E não podemos evitar
Que a vida trabalhe
Com o seu relógio invisível
Tirando o tempo de tudo
Que é perecível
É impossível
É impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer o que senti
Tudo que morre
Fica vivo na lembrança
Como é difícil viver
Carregando um cemitério na cabeça
Mas antes que eu me esqueça
Antes que tudo se acabe
Eu preciso
Eu preciso, dizer a verdade
É impossível
É impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer o que senti
Tudo que morre
Fica vivo na lembrança
Como é difícil viver
Carregando um cemitério na cabeça
Mas antes que eu me esqueça
Antes que eu me esqueça
Antes que tudo se acabe
Eu preciso
Eu preciso, dizer a verdade (...)"
Último dia
isso é fato
E além disso aprendi
Na escola da vida
dos professores amigos
Amigos professores
Foi dura a estrada anual
Mas foi prazerosa
Foi a parte difícil
que trouxe prazer
prazer inigualável
Gosto da vitória
E hoje, último dia (não de nossas vidas, somente do ano)
Me passa pela cabeça todo aquele filme
E eu não sei ao certo
Se me dei bem ou me dei mal
Se ganhei ou se perdi
Mas sei que chorei
sei que lutei
sei que venci e perdi
Mas acima de tudo
sei que vivi
E continuo vivendo
Essa intensidade me contagia
E escrevo sem pensar
Como se fosse automático
Sabendo que assim
não tenho controle das palavras
nem das frases
E não acho ruim
Pois o que eu escrevo
não sofre censura
E acabo por libertar todo meu corpo
ja cansado
A fim de apenas escrever
Todos meus sentimentos tortos
Minhas angústias
Alegrias, sorrisos
E nem penso em parar de escrever
Não me importo com as críticas
Não escrevo para fulano ou para cicrano
Escrevo de todo
para min
Só para o meu prazer
E no último dia
digo - Eu só escrevi...
E o que mais poderia querer?
do que poder escrever o que sinto
E assim
sinto uma alegria profunda
uma paz serena
e uma vontade de um ano novo
Só para escrever mais
Sinto tudo isso
no último dia"
Tuesday, December 25, 2007
Amor sem Limites
Esse amor não se esquece
O Tempo passa, tudo passa, mas no peito
O amor permanece
E qualquer minuto longe é demais
A saudade atormenta
Mas qualquer minuto perto é bom demais
O amor só aumenta
Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida
Eu nunca imaginei que houvesse no mundo
Um amor desse jeito
Do tipo que quando se tem não se sabe
Se cabe no peito
Mas eu posso dizer que sei o que é ter
Um amor de verdade
E um amor assim eu sei que é pra sempre
É pra eternidade
Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida
Quem ama não esquece quem ama
O amor é assim
Eu tenho esquecido de mim
Mas dela eu nunca me esqueço
Por ela esse amor infinito
O amor mais bonito
É assim nosso amor sem limite
O maior e mais forte que existe
Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida
Quem ama não esquece quem ama
O amor é assim
Eu tenho esquecido de mim
Mas dela eu nunca me esqueço
Por ela esse amor infinito
O amor mais bonito
É assim nosso amor sem limite
O maior e mais forte que existe
Saturday, December 22, 2007
Brasis
Outro não muda
Um Brasil que investe
Outro que suga
Um de sunga
Outro de gravata
Tem um que faz amor
E tem o outro que mata
Brasil do ouro, Brasil da prata
Brasil do balacochê da mulata
Tem um Brasil que é lindo
Outro que fede
O Brasil que dá é igualzinho ao que pede
Pede paz, saúde, trabalho e dinheiro
Pede pelas crianças do país inteiro
Tem um Brasil que soca
Outro que apanha
Um Brasil que saca
Outro que chuta
Perde, ganha
Sobe, desce
Vai à luta bate bola
Porém não vai à escola
Brasil de cobre, Brasil de lata
É negro, é branco, é nissei
É verde, é índio peladão
É mameluco, é cafuso, é confusão
É negro, é branco, é nissei
É verde, é índio peladão
É mameluco, é cafuso, é confusão
Oh pindorama eu quero seu porto seguro
Suas palmeiras, suas feiras, seu café
Suas riquezas, praias, cachoeiras
Quero ver o seu povo de cabeça em pé
Raoana
Que garota adorável
Que menina-mulher
Que perfume sereno
Que voz calma
Que menina-mulher
Que encanto
Que responsabilidade
Que inocência
Que mulher-menina"
Thursday, December 20, 2007
O que me entristece
É meu carinho não chegar aos cabelos dela
Minha voz não tocar seus ouvidos
E minha boca não beijar seus olhos
É aí que eu vejo, que já não sei mais amar
como amava antes
Algo me quebrou
Mas vou seguindo assim
Amando torto
Com saudade
Mas amando, ao meu modo"
Monday, December 17, 2007
Eu estaria rico
Mas não é,
e nem por isso estou pobre
Estou aqui,
rico de sentimentos
Rico de saudades
Saudades de teus beijos,
incendiários que congelavam o tempo
Já não é mais saudade,
é falta
Falta de você ao meu lado
Falta do meu outro eu,
espelhado em você
Saudade da gente."
Dá uma vontade de gritar seu nome
Quase uma loucura, uma obsessão
Pra me sentir feliz só tem uma saída
Fazer você ficar de vez na minha vida
Tuesday, December 11, 2007
Não mais
Os dias passam
Passam várias coisas
Só o que não passa é a certeza de que
quanto mais eu amei
mais eu fui passado pra trás
Quanto mais eu dei atenção
mais fui isolado
E quanto mais eu confiei...
Quando dei por min, ja estava assim
Eu, minha vida, meu caminho
Passado pra trás
Como eu fiz comigo mesmo um dia
Um dia..."
Monday, December 10, 2007
Sunday, December 09, 2007
Mais ou Menos
numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir
numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir
que tudo está mais ou menos,
tudo bem!
Mas o que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum:
É amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
é acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos."
Thursday, December 06, 2007
That you've probably been crying forever
And the stars in the sky don't mean nothing to you
They're a mirror."
Cheio
que não entendo
Como ainda há tanto sentimento
vazando peito afora?
Não entendo
como posso hoje, ser só sentimento?
Meu ar é sentimento, e minha fome não é material
Como assim tanto sentimento?
Desejo que nunca passe essa fase
Na qual mais sinto, que penso"
Uma linha invisível chamada amor
Pagado e perdido
Me ferido
Eu sei que valeu a pena cada segundo
A minha vida pode e será sempre dividida com uma linha
que tem teu nome
E qualquer dia, quem sabe, a gente se encontra."
Tuesday, December 04, 2007
Onde você vê
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria
total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do
outro, a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."
Saturday, December 01, 2007
Li por aí...
para ter um momento da tua ternura;
um minuto do teu silencio
e todos os segundos do teu pensamento."
Mas não deixo transparecer, para não parecer forçado
Eu realmente gosto dela
Ela não é como você
Ou pelo menos, não se parece como você
E só por isso, eu gosto dela
Diferentemente de você!"
Thursday, November 29, 2007
Monday, November 26, 2007
Saturday, November 24, 2007
O Guardador de Rebanhos
(...)
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta)
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo.
Alberto Caeiro
Quem me Dera que eu Fosse o Pó da Estrada
Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...
Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo. . .
Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...
Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena ...
Friday, November 23, 2007
E não tenho nada para escrever
E mesmo se tivesse
não escreveria
Por que tristeza essa, não se encontra palavras
Só se sente
E nada mais
Sunday, November 18, 2007
Inexplicável
Sem métrica, rima ou modo
Vou escrevendo
Não o que vêem, mas o que sinto"
Me responda
Veja se tem cabimento, você vir bater à minha porta?
Eu não me conformo com essa situação...
E olha que eu entendo esse meu coração!
Veja se tem cabimento?
Esse amor desvairado, jogado ao vento?"
Mas não digo que é ruim
Acordo e está tudo bem...
as vezes não durmo.
Ah que vida de cão!
É... (suspiro)"
Monday, November 12, 2007
Palavras do Olhar
Quantas visões!
Aquela troca de olhares...
Era pra min!? Era! E se não fosse?
Mas era para ti, isso é certeza consumada
"Oi, que belo sorriso este teu!"
Disse eu, sem mover os lábios
Pedras, espinhos e amor
Mas que maravilha ofegante é caminhar
Me falta o ar
mas me sobra a vontade
Vai! Caminha!
Mesmo sem saber para onde
Pois só se tropeça para frente,
e só se quebra quanda se anda."
Aqui e Agora
"A todo momento vivo em êxtase
Vivo perplexo e não sei para onde seguir
Ou sei, mas preciso
viver mais desse momento
Único, inesquecível.
Junto à fumaça da felicidade"
Thursday, November 08, 2007
Carlos Drummond de Andrade
Viagem
Uma tremenda viagem
Ao meu eu, meu verdadeiro eu
Tenho hora marcada, mas não me importo
O tempo não vai passar
Estou ancioso, mas também não me importo
Me conhecer é o que me falta
Viajarei como nunca viajei antes
Mas vou voltar, prometo
Não sei se o mesmo, talvez não
O que importa é que vou voltar mais apaixonado
E mais apaixonado, vou viver mais"
Wednesday, November 07, 2007
Ausência
Deixa secar no meu rosto
Esse pranto de amor que a presença desatou
Deixa passar o desgosto
Esse gosto da ausência que me restou
Eu tinha feito da saudade
A minha amiga mais constante
E ela a cada instante
Me pedia pra esperar
E foi tudo o que eu fiz, te esperei tanto
Tão sozinha no meu canto
Tendo apenas o meu canto pra cantar
Por isso deixa que o meu pensamento
Ainda lembre um momento a saudade que eu vivi
A tua imagem fiel
Que hoje volta ao meu lado
E que eu sinto que perdi
Vinicius de Moraes
Monday, November 05, 2007
Poema de Sete Faces
"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo."Carlos Drummond de Andrade
Primeiro é sendo criança, mas já fui
Segundo é amando, mas criei espinhos
E por último é sendo louco
Já não penteio mais meus cabelos...
Sou Livre
Simples homem, comum do mundo
Escreva tanto? Todos os dias?
Quanto mais leio, quanto mais vivo
Mais vejo quão leigo sou
Quão irracional, inconstante e arrasador sou
Deve ser por isso que escrevo
Pois aqui, ninguém me põe rédeas
Não percorreria os mesmo caminhos
As mesmas trilhas, não te daria mais a mão
O que você merece não é um carinho apaixonado
Isso eu guardo pra min, e para os românticos eloqüentes
Você precisa é de uma mão na cintura
Outra nos cabelos
E um beijo apimentado
Saturday, November 03, 2007
Inscrição Tumular
Que não me vê chorando, perdido nos seus cabelos
Um devaneio constante em minh'alma
De aperto do coração
A sorriso no rosto
O que ela me faz, nem ela deve saber
Não se explica, e creio que não é novo
Já é de antes, de muito antes, daquele tempo em quem o sol
Se punha sob telhados de barro
Do tempo em que olhares
Não eram somente olhares
Quero no meu jazigo
"Morreu, mas morreu feliz, pois na vida se apaixonou!"
Resumindo, viveu!
Ou melhor, vivi!!!
Friday, November 02, 2007
O Amor daqui de Casa
Tem um sentimento forte
Que nem gemido na telha
Quando sopra o vento norte
Que nem cheiro de boi morto
Três dias depois da morte
Quem só conhece conforto
Não merece boa sorte
O amor daqui de casa
Tem um sentimento nu
Com gosto de umbú travoso
Com cheiro de couro cru
O amor daqui de casa
Bate asas no verão
Faz parte da natureza
É arte do coração"
Olá, Guardador de Rebanhos
"Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?
Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?
Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram.
Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti."
Alberto Caeiro
Monday, October 29, 2007
Última estrela a desaparecer antes do dia
Pouso no teu trêmulo azular branco os meus olhos calmos,
E vejo-te independentemente de mim;
Alegre pelo critério (?) que tenho em Poder ver-te
Sem "estado de alma" nenhum, sonho ver-te.
A tua beleza para mim está em existires
A tua grandeza está em existires inteiramente fora de mim.
Saturday, October 27, 2007
Friday, October 26, 2007
Sexto-sentido Masculino
mas não me parecia.
Contei as horas, adiantei os relógios
desmarquei encontros, esperei...
Sabia que seria como todos os dias
E mesmo com a rotina, aguardei
Dormi bem, dormi pouco, um até logo
sonhei
Finalmente te encontrei, tarde fria
quente ao seu lado
Te dei a mão e disse:
"Segura forte e leva meu coração!"
Levastes a sério, que irônia apaixonante
Agora, não respiro mais sem você
Não rio mais sem você
Não levastes apenas meu coração
Levastes minha vida
E fez dela sua vida
Acho que nunca vivi tanto assim!
Até ele! (parte III)
Me descobriu, me descobri
Me fez completo
Talvez viver só, não seja o bastante
Até ele... até ele precisa de companhia!
Até ele! (parte II)
Esperei algo, qualquer coisa, me perdi
Aquele labirinto era meu desespero
Mas senti uma mão a me guiar
Era você!
Até ele! (parte I)
Frágil coração, pobre coração
Se alimenta de vez em quando
Vagaroso de vez em quando
Vivo, de vez em quando
De vez em quando, quando ao seu lado
Incompletos
Esse todo sem jeito, todo sem fim
E eu, escrevo sem nexo, sem documento
Escrevo como se não fosse eu
Já não sei mais como escrevo
Mas escrevo... e gosto...
Deve ser por que estou feliz,
ou melhor, sou feliz!
Tuesday, October 23, 2007
Sem nexo
que somente são sensíveis.
Ao passo que não há por que entender
O que basta é ser
É viver, é crer que o que se vive
não é apenas um momento fugaz
E sim, um momento pleno.
Mas isso é outra história, diga-se de passagem: pessoal...
E a passagem, é a vida
Que passa na face e leva consigo a juventude
Monday, October 22, 2007
Saturday, October 20, 2007
Então...
Não
Amanhã, talvez
Hoje
Agora, já
Quem sabe
Concerteza
Indecisão
Um dia morro disso
Ah... mulheres...
Friday, October 19, 2007
Thursday, October 18, 2007
Nem as flores senão flores?
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores
(...)
Triste de nós
que trazemos a alma vestida."
Wednesday, October 17, 2007
Felizidade
Que dia feliz foi esse
Hoje foi O dia feliz
Hoje foi nosso dia
Novamente...
... a amizade brilhou!
Que dia feliz!
Tuesday, October 16, 2007
I was on the road and you were alone
I’m sorry for the times that I had to go
I’m sorry for the fact that I did not know (...)
Monday, October 15, 2007
Quente

seja, de verdade, diferente.
Um vício incosequente, que vivo intesamente.
Uma cor intangível,
modo aparente de rodar desenfreadamente.
Um amor inocente
Um olhar atraente
Uma pessoa envolvente
- Coisas da gente - diz a corrente
no verdadeiro delírio insandecido da mente...
Lincon Zarbietti
Thursday, October 11, 2007
Vazio
O amor fugiu do mundo —
Restam somente as casas,
Os bondes, os automóveis, as pessoas,
Os fios telegráficos estendidos,
No céu os anúncios luminosos.
A poesia fugiu do mundo.
O amor fugiu do mundo —
Restam somente os homens,
Pequeninos, apressados, egoístas e inúteis.
Resta a vida que é preciso viver.
Resta a volúpia que é preciso matar.
Resta a necessidade de poesia, que é preciso contentar.
Tuesday, October 09, 2007
Sunday, October 07, 2007

I never knew that everything was falling through
That everyone I knew was waiting on a queue
To turn and run when all I needed was the truth
But that's how it's got to be
It's coming down to nothing more than apathy
I'd rather run the other way than stay and see
The smoke and who's still standing when it clears…
Friday, October 05, 2007
Thursday, October 04, 2007
Viva
Que esses terceiros sejam você, eu, nós, os amigos, as amizades.
Que seja o amor!
O Som
Ando vivendo uma aventura desenfreada.
Ando sendo eu, renovado a cada dia

O cansaço me consome
mas eu não me preocupo mais
meu cabelo está despenteado
mas eu não me preocupo mais
as coisas bagunçadas, os livros caídos, o incenso apagado
mas eu não me preocupo mais
a vida corre, o tempo voa
mas sinceramente? Eu não me preocupo mais
Dou meu máximo, ânseio resultados
Espero, expectativa, melhor que nada
Eu luto, e com isso sim...
com isso eu me preocupo!
Wednesday, October 03, 2007
Dura
Dura, pedra
Dura o pensamento, reside sempre em min
Mas vá lá, me diga
Mas nada dizes, cabeça dura
Deixa acontecer, mas não
Dura, dura, dura
Um dia ainda em ti planto flores
Por enquanto, és dura
Mas eu gosto
Tuesday, October 02, 2007
Sintomas
Caminhos
Achei, enfim, um caminho, um caminho meu, individual possível de compartilhar, um tanto paradoxal, porém, exato. A incerteza já bastava em meu caminho, era hora de ser eu mesmo, de gostar de min mesmo. Gostei tanto, que fiz de min, um amor possível de fazer amar aos outros.
Fui feliz, sou feliz, fiz e faço feliz. Fui amor...
Monday, January 29, 2007
Saturday, January 27, 2007
Sunday, December 31, 2006
Fim de ano...
Quem me acode à cabeça e ao coração
neste fim de ano, entre alegria e dor?
Que sonho, que mistério, que oração?
Amor.Carlos Drummond de Andrade
(Dezembro de 1985)

















































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