Monday, September 28, 2009

All my loving

Saturday, September 12, 2009

Hoje em dia escrevo como antigamente
"Difícil é escrever sobre os próprios sentimentos
Não se sabe se ao escrever é duro demais
Sentimental demais
Egocêntrico demais
Na verdade o sentimento próprio é que é demais
Não cabe no peito"

Lincon Zarbietti

Thursday, September 03, 2009

Mutável

"Depois de tantas mudanças
De pedir ombros mais largos
para fardos mais pesados
Chamaram-me de mutável
Diferente
E tomei como um elogio
Ser mutável me dá liberdade
Ser mutável me deixa ciente
de que posso
e vou
conquistar tudo
e todos
que quero!
Pode parecer que bato no peito
que grito
que ufanizo
Mas não!
Somente acredito
em mim mesmo!"


Lincon Zarbietti
Resolvi voltar a postar! Minha vida está cada vez mais agitada, movimentada, maluca, entre outros adjetivos... não podia deixar de registrar certas coisas!

Tuesday, February 17, 2009

Eu voltei!

"Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei...

Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei...

Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei...


Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei...

Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei?
E eu falei...

Onde andei!
Não deu para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei...


Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei...

Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei...

Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei..."



Roberto Carlos - O Portão

Friday, December 19, 2008

Thursday, December 18, 2008

"Confesso estar dilacerado por dentro!"

Friday, August 08, 2008

Confessionário

"Confesso estar sentindo uma dor insuportável
Não uma dor de amor ou sequer de desgosto
Mas sim, de impotência
E infelizmente, não sei bem ao certo
da onde tirar forças para curar a dor!
Mas sei, que vou lutar, e me curar
Mas por enquanto, só sei chorar"

Lincon Zarbietti

Monday, July 28, 2008

Anyone Else but You

"You're a part time lover and a full time friend
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't you forgive me?
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

I will find my nitch in your car
With my mp3 dvd rumple-packed guitar
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

Up up down down left right left right b a start
Just because we use cheats doesn't mean we're not smart
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, i want more stage
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

Don Quixote was a steel driving man
My name is Adam I'm your biggest fan
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

Squinched up your face and did a dance
You shook a little turd out of the bottom of your pants
I don't see what anyone can see in anyone else
But you"

The Moldy Peaches

Thursday, July 24, 2008

A Flor do Perdão

"Hoje, depois de um sonho na madrugada
acordei e pedi perdão!
A primeira coisa que fiz!
Pedi perdão e assumi o posto contrário,
de quem deveria ter aceito o perdão,
e não ter pedido!
Mas pedi.
E me senti tão bem ao ter pedido.
Me senti mais leve!
E depois disso, chorei.
Chorei um pouco, algumas lágrimas de perdão.
Que cairam na terra do meu jardim,
e parecem estar florescendo
botões multicoloridos."

Lincon Zarbietti

Sunday, July 13, 2008

Homem Hiato

"Do vento leve que soprou
Na áurea dos anos vividos
Dos mil sonhos omitidos
Não sei bem ao certo o que ficou

Sou agora um ponto que cegou
Entre os pálidos sentidos
Do não merecer ouvidos
Um vilão que ninguém cantou

Nem sempre durmo tranqüilo
No meu caminho inexato
Sombra do fim, meu sigilo

Do conto quisto em boato
Não sobrou nem um cochilo
Eu, um vil homem hiato"

Lincon Zarbietti

Monday, July 07, 2008

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.

Carlos Drummond de Andrade
"O senhor mire e veja.
O mais importante e bonito, do mundo,
é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas
– mas que elas vão sempre mudando.
Afinam e desafinam. Verdade maior. "

João Guimarães Rosa

Sunday, July 06, 2008

Aproveitar o Tempo

"Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!

Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos -
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.

Verbalismo...
Sim, verbalismo...
Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...

Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...

Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto.
Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!

(Passageira que viajaras tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano,
Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?)

Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino."


Álvaro de Campos

Tuesday, July 01, 2008

Thursday, June 26, 2008

Ideologias Mascaradas

" A Amazônia tem sido o foco principal de debates por todo o mundo, nos quais, pontos como a biodiversidade, o aquecimento global, a escassez de água potável e outros acontecimentos naturais sempre remetem à nossa região mais rica em recursos naturais. Porém, o imperialismo de países político-economicamente fortes vem levantando uma outra questão. De quem é a Amazônia, dos brasileiros ou do mundo?

Antes de mais nada, faz-se necessária a análise das propostas internacionais levantadas a respeito dessa questão. A comovente oralidade com a qual grandes potências se sensibilizam em proteger a Amazônia oculta certos ares imperialistas, visando o domínio dos recursos naturais e por que não dizer, do petróleo incolor chamado água, por ela oferecidos (em grande abundância). Possivelmente, trata-se de um neo-colonialismo mascarado nos moldes preservacionistas. Embora grandes adeptos da preservação global, bem como sua recuperação - a exemplo de Al Gore; discorram a favor da internacionalização amazônica, deve-se levar em conta que não serão estes que usufruirão da região, mas sim, seus estados.

Internacionalizar a Amazônia é, como enfatiza o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva> deixar que alguém entre em nossa casa, abra nossa geladeira e beba o que tem lá sem a nossa devida permissão.

A Amazônia, indubitavelmente, é nossa! Usufruir, explorar e principalmente, cuidar dela é responsabilidade nossa! A sua internacionalização deve continuar sendo apenas uma utopia imperialista."


Lincon Zarbietti

Saturday, June 21, 2008

Acorda Amor

(trecho)

"Se eu demorar uns meses,
Convém às vezes você sofrer.
Mas, depois de um ano, eu não vindo,
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer"

Chico Buarque de Hollanda

Wednesday, June 18, 2008

A de Amigo, A de Amor

"E no instante de um suspiro
o bom abraço amigo
queimou meu corpo em brasa
Apaixonando de um amor sincero
Um passo comprometido
um carinho respeitoso
Do que era respeito de amigo
Mas sinceramente não sei
se foi o amigo que se pôs em amor
ou se amor se tornou amigo"

Lincon Zarbietti

A dor a mais

"Foi só muito amor
Muito amor demais
Foi tanta a paixão
Que o meu coração, amor
Nem soube mais
Inventei a dor
E como ela nos doeu

Ah, que solidão buscar perdão
No corpo teu
Tanto tempo faz
Tens um outro amor, eu sei
Mas nunca terás
A dor a mais
Como eu te dei
Porque a dor a mais
Só na paixão
Com que eu te amei"

Vinicius de Moraes
"De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo."

Vinicius de Moraes

Thursday, June 05, 2008

Construção

"Amou daquela vez
Como se fosse a última
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Ergueu no patamar
Quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo
Num desenho mágico
Seus olhos embotados
De cimento e lágrima
Sentou prá descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou
Como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou
Como se ouvisse música
E tropeçou no céu
Como se fosse um bêbado
E flutuou no ar
Como se fosse um pássaro
E se acabou no chão
Feito um pacote flácido
Agonizou no meio
Do passeio público
Morreu na contramão
Atrapalhando o tráfego...

Amou daquela vez
Como se fosse o último
Beijou sua mulher
Como se fosse a única
E cada filho seu
Como se fosse o pródigo
E atravessou a rua
Com seu passo bêbado
Subiu a construção
Como se fosse sólido
Ergueu no patamar
Quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo
Num desenho lógico
Seus olhos embotados
De cimento e tráfego
Sentou prá descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou
Como se fosse máquina
Dançou e gargalhou
Como se fosse o próximo
E tropeçou no céu
Como se ouvisse música
E flutuou no ar
Como se fosse sábado
E se acabou no chão
Feito um pacote tímido
Agonizou no meio
Do passeio náufrago
Morreu na contramão
Atrapalhando o público...

Amou daquela vez
Como se fosse máquina
Beijou sua mulher
Como se fosse lógico
Ergueu no patamar
Quatro paredes flácidas
Sentou prá descansar
Como se fosse um pássaro
E flutuou no ar
Como se fosse um príncipe
E se acabou no chão
Feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão
Atrapalhando o sábado...

Por esse pão prá comer
Por esse chão prá dormir
A certidão prá nascer
E a concessão prá sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Deus lhe pague!

Pela cachaça de graça
Que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça
Que a gente tem que tossir
Pelo andaimes pingentes
Que a gente tem que cair
Deus lhe pague!

Pela mulher carpideira
Prá nos louvar e cuspir
E pelas moscas bixeiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
Que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague!"

Chico Buarque de Hollanda

Tuesday, June 03, 2008

O Hóspede

Onde vais estrangeiro! Por que deixas
O solitário albergue do deserto?
O que buscas além dos horizontes?
Por que transpor o píncaro dos montes,
Quando podes achar o amor tão perto?...

"Pálido moço! Um dia tu chegaste
De outros climas, de terras bem distantes...
Era noite!... A tormenta além rugia...
Nos abetos da serra a ventania
Tinha gemidos longos, delirantes.

"Uma buzina restrugiu no vale
Junto aos barrancos onde geme o rio...
De teu cavalo o galopar soava,
E teu cão ululando replicava
Aos surdos roncos do trovão bravio.
"Entraste! A loura chama do brasido

Lambia um velho cedro crepitante,
Eras tão triste ao lume da fogueira...
Que eu derramei a lágrima primeira
Quando enxuguei teu manto gotejante!
"Onde vais, estrangeiro? Por que deixas
Esta infeliz, misérrima cabana?

Inda as aves te afagam do arvoredo...
Se quiseres... as flores do silvedo
Verás inda nas tranças da serrana.
"Queres voltar a este país maldito
Onde a alegria e o riso te deixaram?
Eu não sei tua história... mas que importa?...

... Bóia em teus olhos a esperança morta
Que as mulheres de lá te apunhalaram.
"Não partas, não! Aqui todos te querem!
Minhas aves amigas te conhecem.
Quando à tardinha volves da colina
Sem receio da longa carabina

De lajedo em lajedo as corças descem!
"Teu cavalo nitrindo na savana
Lambe as úmidas gramas em meus dedos,
Quando a fanfarra tocas na montanha,
A matilha dos ecos te acompanha
Ladrando pela ponta dos penedos.

"Onde vais, belo moço? Se partires
Quem será teu amigo, irmão e pajem?
E quando a negra insônia te devora,
Quem, na guitarra que suspira e chora,
Há de cantar-te seu amor selvagem?
"A choça do desterro é nua e frial

O caminho do exílio é só de abrolhosl
Que família melhor que meus desvelos?...
Que tenda mais sutil que meus cabelos
Estrelados no pranto de teus olhos?...
"Estranho moço! Eu vejo em tua fronte
Esta amargura atroz que não tem cura.

Acaso fulge ao sol de outros países,
Por entre as balças de cheirosos lises,
A esposa que tua alma assim procura?
"Talvez tenhas além servos e amantes,
Um palácio em lugar de uma choupana,

E aqui só tens uma guitarra e um beijo,
E o fogo ardente de ideal desejo
Nos seios virgens da infeliz serrana!..."
No entanto Ele partiu!... Seu volto ao longe
Escondeu-se onde a vista não alcança...
... Mas não penseis que o triste forasteiro

Foi procurar nos lares do estrangeiro
O fantasma sequer de uma esperança!...

Castro Alves

Thursday, May 08, 2008

Me sinto esgotado, hostilmente esgotado!

Friday, April 18, 2008

Uma Noite Qualquer

"Hoje, quando cheguei no aconchego do lar
Fugitivo dos carros velozes, da falta de ar
Me sentei no sofá macio, de tons magenta
E preparei um café preto, forte, com menta.

A casa estava escura. Vazia.
Do pão, só havia uma fatia
E de min, cansado, esgotado
Só a penumbra de um ser acabado

O aperto no meu peito era doloroso
Mas eu não negava ser um tanto prazeroso
E fui me lembrando das pessoas que amava
Dos rostos, jeitos, carinhos que adorava
Dos abraços que há tempo não recebia
Dos amores secretos, que ninguém sabia

Fiquei no sofá, tênue, por horas incontáveis
Escolhendo viver os momentos amáveis
Dos quais, nunca havia me esquecido"

Lincon Zarbietti

Thursday, April 10, 2008

Contemporanismo Forense

"Os pesados bondes das praças centrais
Percorrem esquinas, caminhos vitais
Os testas de ferro, capachos do mal
Escondem vilões no escuro letal

Cabeças redigem infâmes mentiras
Pedestres que fogem do ócio dos tiras
Verdades horrendas nas peles nuas
Escuro dos prédio, sangue das ruas

E a sombra do medo, a falta de paz
A dor investida na boca voraz
Sufocam pessoas no ímpeto muro
Da desarmonia do abismo escuro"

Lincon Zarbietti

Tuesday, April 08, 2008

Até Pensei

"Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia, toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade morava tão vizinha
Que, de tolo, até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me vinha
Eu andava pobre, tão pobre de carinho
Que, de tolo, até pensei que fosses minha
Toda a dor da vida me ensinou essa modinha"

Chico Buarque de Hollanda

Thursday, April 03, 2008

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Eu, e meu Eu Revoltado

"- Não vale a pena se vingar
ser vilão, perder tempo!
- Não! Não vale a pena sofre por amar!
Amar o vazio, raso, sopro de vento

- Tem que olhar pra frente
Erguer a cabeça, homenagear a si mesmo
- E do que vale apanhar e ser decente
fazer o bem a esmo?

- Melhor é viver em paz (meu caro)
Sentir a brisa no rosto
- E ser enganado de forma voraz
Se olhar no espelho e só ver desgosto...

- Pensando bem, vamos fazê-la chorar!
Sentir as tristezas e desgostos variados!!!
- Ora amigo, calma! Pra que se exaltar?
Acho melhor, ser pelo menos, educado..."

Lincon Zarbietti

Eu, Você, e meu Eu Criado

"O que ficou do desamor
lembranças cruas da dor
A boca seca de vingança
que nem o tempo faz mudança

De tudo que foi paixão
o sopro quente no coração
Fez-se pó errante de desgosto
de vingança que almeja teu víl rosto

O vermelho paixão mudou de tom
Virou vermelho raiva, escuro sem som
Ânsia maldita
Confusão infinita

De fato, não sou eu escrevendo
este, você criou, adestrou sofrendo
Na palma da mão obscena
que engana, é santa, faz cena

E dentro do turbilhão emocional
fui feito irracional
E agora, pensando novamente
vai ser diferente!

Sem rima, sem emoção
ódio, raiva, dor, tesão
No simples passo sem insegurança
Amo, descrença e Vingança!"

Lincon Zarbietti

Friday, March 21, 2008

Nunca!

"Para oeste, meu filho!
Eles sempre bradavam
Mas eu costumava seguir
meu próprio sentido

Desgarrado, rebelde novilho
que os erros maturavam
Sempre querendo partir
daquele inferno doído

Fugindo da vida sem brilho
Das bocas que sempre rugiam
Na chance de abstrair
e encontrar um jardim florido

Não mais preso ao espartilho
Das mãos que torturavam
Nem quando fraco, ao cair
Da força e da garra despido

Mesmo partido o ílio
as dores que dos olhos escorriam
Lutar, sem se inibir
E nunca na vida, tornar-se um ébrio abatido"

Lincon Zarbietti

Tuesday, March 18, 2008

Desespero da Piedade

Meu senhor, tende piedade dos que andam de bonde
E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos...
Mas tende piedade também dos que andam de automóvel
Quando enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção.

Tende piedade das pequenas famílias suburbanas
E em particular dos adolescentes que se embebedam de domingos
Mas tende mais piedade ainda de dois elegantes que passam
E sem saber inventam a doutrina do pão e da guilhotina.

Tende muita piedade do mocinho franzino, três cruzes, poeta
Que só tem de seu as costeletas e a namorada pequenina
Mas tende mais piedade ainda do impávido forte colosso do esporte
E que se encaminha lutando, remando, nadando para a morte.

Tende imensa piedade dos músicos dos cafés e casas de chá
Que são virtuoses da própria tristeza e solidão
Mas tende piedade também dos que buscam silêncio
E súbito se abate sobre eles uma ária da Tosca.

Não esqueçais também em vossa piedade os pobres que enriqueceram
E para quem o suicídio ainda é a mais doce solução
Mas tende realmente piedade dos ricos que empobreceram
E tornam-se heróicos e à santa pobreza dão um ar de grandeza.

Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos
Que em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão
E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão
Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe onde vão...

Tende piedade dos barbeiros em geral, e dos cabeleireiros
Que se efeminam por profissão mas que são humildes nas suas carícias Mas tende mais piedade ainda dos que cortam o cabelo:
Que espera, que angústia, que indigno, meu Deus!

Tende piedade dos sapateiros e caixeiros de sapataria
Que lembram madalenas arrependidas pedindo piedade pelos sapatos
Mas lembrai-vos também dos que se calçam de novo
Nada pior que um sapato apertado, Senhor Deus.

Tende piedade dos homens úteis como os dentistas
Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer
Mas tende mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia
Que muito eles gostariam de ser médicos, Senhor.

Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos
Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão
Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes
Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.

E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tende píedade das mulheres Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres
Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres
Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!

Tende piedade da moça feia que serve na vida
De casa, comida e roupa lavada da moça bonita
Mas tende mais piedade ainda da moça bonita
Que o homem molesta – que o homem não presta, não presta, meu Deus!

Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais
Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação
E sonham exaltadas nos quartos humildes
Os olhos perdidos e o seio na mão.

Tende piedade da mulher no primeiro coito
Onde se cria a primeira alegria da Criação
E onde se consuma a tragédia dos anjos
E onde a morte encontra a vida em desintegração.

Tende piedade da mulher no instante do parto
Onde ela é como a água explodindo em convulsão
Onde ela é como a terra vomitando cólera
Onde ela é como a lua parindo desilusão.

Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas
Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade
Mas tende piedade também das mulheres casadas
Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.

Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas
Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas
Mas que vendem barato muito instante de esquecimento
E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.

Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas
De corpo hermético e coração patético
Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçada
Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas.

Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade.

Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras
Que são crianças e são trágicas e são belas
Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam
E que têm a única emoção da vida nelas.

Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse
Ter piedade de si mesma e de sua louca mocidade
E outra, à simples emoção do amor piedoso
Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.

Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas
A vida fere mais fundo e mais fecundo
E o sexo está nelas, e o mundo está nelas
E a loucura reside nesse mundo.

Tende piedade, Senhor, das santas mulheres
Dos meninos velhos, dos homens humilhados – sede enfim
Piedoso com todos, que tudo merece piedade
E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!

Vinícius de Moraes

Saturday, March 15, 2008

Meu Real Desejo

O meu desejo, meio fútil
era de dizer-lhe o quanto
és importante pra min

Mas seria a esmo
mesmo orando tanto
com as palavras perto do fim

Mas na escrita, torta
seria mais covarde
porém, mais eterno

Palavra que o tempo não corta
que no peito arde
Num verdadeiro sentimento fraterno

Lincon Zarbietti

Thursday, March 13, 2008

Escrever é fácil...

"Escrever é fácil!
Você começa com uma letra maíuscula
e termina com um ponto final.
No meio você coloca idéias."

Pablo Neruda

Saturday, March 08, 2008

Para um Grande Amigo

"E a partir daquele momento, sabendo então, que nada foi por acaso, tive a plena certeza de que sua mão, qual me guiou nas estradas das palavras, estaria sempre a me guardar, por qualquer verso que eu compusesse."

Lincon Zarbietti

Thursday, February 28, 2008

"Porque toda vez que eu vejo seu rosto feliz
Eu sinto um arrepio num lugar bobo
Que começa na ponta dos meus pés
Me faz enrugar o nariz
Para onde for
Eu sempre sei que é você que me faz sorrir
Por favor, fique por um instante
Não tenha pressa
Pra qualquer lugar que você vá"

Colbie Caillat

Fragilidade

"Tive que admitir
naquele turbilhão
Que o medo de partir
me isolava na multidão

Do Outono à Primavera
das folhas secas no chão
Da demora da espera
do inverno até o verão

E que toda vez que você aparece
não penso mais em ir
Nem mesmo seguir essa prece
Só mesmo sorrir e sorrir"


Lincon Zarbietti

Wednesday, February 20, 2008

Thursday, February 14, 2008

A Casca

"O fogo ardente do amor
tornou a quebrar o gelo
que transformava meu
coração de carne
em pedra fria e dura
Marcada pelas exógenas
do tempo
Exposto às desavenças
e descasos de um amor
fracassado, falso
O qual, não é esse mais
que procuro
E mais, sabendo que em quem
procuro, não acho falsidade
Então, aquela densa camada
cinza, dura, de tristeza
que se formava sob meu
corado coração,
Vai se quebrando
com seu sorriso
Seu perfume
até ser novamente
e não mais que novamente
Coração pulsante
pintado com as cores
da felicidade e do amor"

Lincon Zarbietti

Tuesday, February 12, 2008

Amor à Segunda Vista

"Da primeira vez que te vi
mal pude reparar
na beleza dos teus olhos
Tempo... tempo
inimigo eterno da chance
Mas juro que na segunda vez
fui possuído
ou melhor,
enfeitiçado
pela magia do teu olhar
E ainda que
não acreditasse em amor à primeira vista
Sorri e pensei
- À segunda eu acredito!"

Lincon Zarbietti

A um Poeta

"Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre e sua.

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego

Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade."

Olavo Bilac

Onde está tudo!?

"Hoje de manhã
o vento do passado
bagunçou os meus cabelos
Fez da minha mente
confusão
E do meu peito
saudade
E uma angústia
profunda
doída
me cegou
Me fazendo perder
a força do mover
a visão
a fala
Me tornando fraco
contra as lágrimas
que teimavam a descer
Como um rio bravo
que bate nas pedras
do tempo
Que marcam meu rosto
E nem cavalo
Nem espada
Nem princesa me restavam
Só a dor da falta
Da saudade
Do estar só
é que me acompanhavam"

Lincon Zarbietti

Thursday, February 07, 2008

Monday, February 04, 2008

O Trem da Saudade

"Fumaça, fumaça, fumaça
Nos trilhos corre o trem da saudade
E a lua o espia
Espiã da paixão
Fumaça, fumaça, fumaça
Várias cabeças olham
a natureza florir
Florindo o amor nos corações
Fumaça, fumaça, fumaça
fumaça da nostalgia
que faz correr em meus olhos
o pranto de sentir a falta de tudo aquilo"

Lincon Zarbietti

Saturday, February 02, 2008

Samba da Benção

"É melhor ser alegre
Que ser triste
Alegria é a melhor
Coisa que existe
É assim como a luz
No coração...

Mas prá fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba
Não!...

Fazer samba não é
Contar piada
E quem faz samba assim
Não é de nada
O bom samba é uma forma
De oração...

Porque o samba é a tristeza
Que balança
E a tristeza tem sempre
Uma esperança
A tristeza tem sempre
Uma esperança
De um dia não ser mais triste
Não!...

Põe um pouco de amor
Numa cadência
E vai ver que ninguém
No mundo vence
A beleza que tem um samba
Não!...

Porque o samba nasceu
Lá na Bahia
E se hoje ele é branco
Na poesia
Se hoje ele é branco
Na poesia
Ele é negro demais
No coração..."

Vinícius de Moraes

Tuesday, January 29, 2008

Para os amigos do Peito

"Hoje eu senti uma dor no peito
Não era dor de amor
Nem enfermidade mal tratada
Era dor de saudade
E eu engoli seco
Me faltando o ar
Prendendo o choro
E meu coração apertou no peito
Parecendo que queria explodir
E alcançar todos que me faziam
tanta falta
E vi as fotos, e ouvi as músicas
E a dor foi passando
O choro já não era mais apertado
Era singelo, fino
Mas a saudade continuava
De todos esse anos
todas as viagens e os sorrisos
que como num passe de mágica
sempre aparecem em minha mente
quase que dizendo:
Como vocês me fazem falta!"

Lincon Zarbietti

Sunday, January 27, 2008

V de Você

"Eu só ando pensando
em como seria bom
eu e você, você e eu
Sozinhos, a deitar
na verde grama
Nos banhando no sol do outono
da primavera ou do verão
Nos aquecendo do frio
do inverno
dos corações desacreditados.
E só ando querendo
saber se você pensa nisso
também
Em sair dessa escuridão
em deixar alguém
aquecer você por dentro
E vou planejando
quanto tempo gastarei
enrolando meus dedos em seus cabelos
Só pra deixar um sorriso no seu rosto
Fazer seu coração
bater mais rápido
Junto ao meu
Talvez, depois disso
da rosa orvalhada
do cheiro da grama
e dos abraços gostosos
Eu posso olhar nos seus olhos
e sem pronunciar uma palavra
dizer
Você é quem eu sempre quis"

Lincon Zarbietti

Infinitas acolhidas

"Eu gostaria de ter
infinitas mãos
para estender a perder de vista
Resgatar todos os corações
descoloridos
desgastados
Trazer novos sorrisos
a rostos antigos
E fazer brilhar de novo
o brilho das almas
que tanto gosto
Eu gostaria
muito"

Lincon Zarbietti

Wednesday, January 23, 2008

Se

"Se você fosse uma flor, eu te regaria todo santo dia só pra ter certeza de que, quando eu estivesse triste, você me alegraria. Se fosse um pássaro eu te deixaria solto, pra voar bem alto, e depois de viajar muito voltar, e eu ter ainda o mesmo amor de sempre por você. Quem sabe um rio? Aí eu poderia navegar dentro de ti, conhecer você toda, desbravar suas belezas e ao final do dia, me refrescar no seu sorriso. E até mesmo se você fosse uma chama, eu me queimaria todo só pra aproveitar você até sua última brasa! Mas você não é nada disso, você é apenas você. E nisso, você vem, me enche de carinho e de amor, e eu fico sem saber o que falar, diante da sua doçura e serenidade. Só me resta sorrir um mais belo sorriso, tão belo que expresse tudo o que você é pra min; uma flor, um pássaro, um rio, uma chama, um amor!"

Lincon Zarbietti

Coisas do Coração

Quando o navio finalmente alcançar a terra
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não

Coisas do coração!

Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais

Paixão e nada mais!

Somos a resposta exata do que a gente perguntou
Entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração!

Coisas do coração!

Raul Seixas
"Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto
é realidade"

Raul Seixas

Sonho

"Resolvi um dia, retirar
todos os meus sonhos
daquela gaveta apertada
e fria em que eles
se encontravam.
Eles estavam intactos,
cobertos por uma fina camada
da poeira do tempo.
Mas pareciam maltratados,
esquecidos,
mas ainda eram os mesmos.
E quando sentiram
o calor do meu peito,
a minha vontade de ser,
criaram asas,
como num passe de mágica.
Asas de pássaros
cor de cetim.
E confesso que foi
impossível segurá-los em minhas mãos,
até relutei contra isso
esquecendo da dor,
mas com ferocidade,
uma luz cegou meus olhos
e forçou minhas mãos a abrirem.
E eu cai, desacordado.
E quando acordei
estava leve.
Sereno.
E só aí percebi,
que vivia meu próprio sonho
num quê de realidade"

Lincon Zarbietti

Eu, etiqueta

"Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos de mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso dos outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solitário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar, ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares, festas, praias, pérgulas, piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio de estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo dos outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem,
meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente."

Carlos Drummond de Andrade

Tuesday, January 15, 2008

"Eu juro que se a gente se perder um dia
te caço como uma borboleta
te levo para um bar
para a gente beber nossas fofocas
e só de sacanagem
peço para tocar aquela musica
que lembra a nossa amizade
e esses anos maravilhosos que passamos juntos"

Gisele Louise
Um presente de uma garota, mais que amiga
alguém pela qual sou apaixonado!
Uma pessoa que merece tudo de melhor da vida
pois ela só proporciona isso aos outros!
Uma garota que se entitula minha fã
mas fã na verdade, sou eu!

Depois de Algum Tempo

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dara mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão."

Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam! E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você
junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !!!"

William Shakespeare

Monday, January 14, 2008

Soneto de Fidelidade

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Vinicius de Moraes

"Você é Má
Uma pedra de gelo
Transparente, dura e fria
Impossível de esquentar
não valendo nem a pena
E por que?
Eu ainda ligo pra você
quando estou só
para dizer que estou com saudades?
Se nem isso, nem nada
como aquela fotografia
servem de prova
de que eu me importo com você?
Mas eu não gosto mais
Ou gosto?
Não sei
O importante é saber
Que não quero mais gostar
Por que você é Má"

Lincon Zarbietti

Pena

"Camila não tem dó!
Não tem pena.
Até tem, mas não de min.
Me maltrata, me judia,
com essa beleza.
E Que beleza!
E o perfume?
Nunca senti,
acho eu.
Mas é de deixar maluco!
É... Camila...
Pena, de min!"

Lincon Zarbietti

Thursday, January 10, 2008

"And the sun will set for you.
And the shadow of the day,
Will embrace the world in grey,
And the sun will set for you."

Os Olhos

"Se os olhos são as janelas da alma
O que farei se
um dia precisar de óculos?
Terei a alma desfocada!?
Ou apenas a vista cansada
das balburdias humanas,
do desapego à Mãe-Natureza
e dos descasos com meu coração!?"

Lincon Zarbietti

Eu Não me Entendo

"Os minutos sem te ver
se parecem mesmo
com os minutos que te vejo
Pois agora, não faz mais diferença
Só faz, depois
quando bate um aperto no meu peito
Um aperto de solidão
Dos carinhos que te fiz
pra você não restou nada
e se restou
Ó Deus!
Por que não demonstras!?
Mas eu continuo a gostar
E a saber,
que os presentes que te dou
não são para te vangloriar
São somente para te alegrar
E mesmo ao ouvir
"Não precisava!"
Eu que sei se precisava ou não
Pois ao ver seu sorriso
vi que era preciso
Para ver se eu sorria também!"

Lincon Zarbietti


"Poeta
Meu poeta camarada
Poeta da pesada
Do pagode e do perdão
Perdoa essa canção improvisada
Em tua inspiração
De todo o coração
Da moça e do violão
Do fundo

Poeta
Poetinha vagabundo
Quem dera todo mundo
Fosse assim feito você
Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer
A vida é pra levar
Lincon, velho, saravá"

Chico Buarque de Hollanda - "Adaptado"
É, uma brincadeira de ótimo gosto.
De uma garota de refinados sentimentos
e belas aparências

Wednesday, January 09, 2008

Auto-controle

"Se você não conseguir
viver uma vida perfeita
como a escrita nos romances
Viva uma vida irregular
como a dos poetas
Que não viviam
a perfeita seriedade
mas viviam
como queriam"

Lincon Zarbietti

O Meu Amor

"E mesmo que você não entenda
o que é o amor
eu continuo amando
Mesmo que você não saiba
quanto é o amor
eu continuo amando
E até quando eu penso
que você nem sabe amar
eu continuo amando
Por que eu amo o amor
não as pessoas finitas
deste raso plano"

Lincon Zarbietti

Ninguém

"Minha afrodite,
por onde andas?
Quando eu menos deveria pensar
Pensei
Por que ela? E se era de fato, ela?
E no calor do suor
Dos corpos entrelaçados
Vi que poderia ser ela
Mas também a que tinha em meus braços
Podia ser aquela que me lança olhares na rua
Aquela que soletra meu nome
Ou até mesmo aquela que nem me nota
Notei que não seria somente uma
Seriam todas
E sendo todas, não seria ninguém
Podendo eu
Respirar sossegado
Sabendo que é melhor estar só
do que mal acompanhado"

Lincon Zarbietti

Sunday, January 06, 2008

"Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corroe por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso
e a outra metade é um vulcão."

Oswaldo Montenegro

Novas Caras

"Talvez eu esteja
descobrindo uma certa metade
minha, que estava por ai
e eu nem notava a ausência
Mas agora, novidade que paira
Pressinto que de fato
me falta essa metade
E ela escreve, e lê
e faz da sua vida um poema
Ou eu estou ficando louco
de tanto procurar
ou, encontrei algo (ou alguém) de verdade
E os dias que passam
só trazem a certeza, de que
ela é diferente
mas não sei bem ao certo se sou perceptível
Mesmo sentindo
que eu, não sei de nada dos meus caminhos
Que apenas os sigo
Escolhendo, de vez em quando
à esquerda
ou à direita
Destas benditas bifurcações que me perseguem
Não sei se apareço
e nem sei ao certo, se ela é de fato diferente
mas prezo que sim
Resta descobrir
se sou também para ela
algo além de uma foto"

Lincon Zarbietti

Vermelho e suas Múltiplas Faces

"O gosto em minha boca
das palavras mastigadas
Me faz lembrar
do amor que me destes
camuflado em sentimentos
um bolo de confusão
Da qual a ilusão
Imperatriz dos acontecimentos
Me cegava
me fazia de tolo.
E agora aqui
Me meto a escrever
Versos tão desiguais
tão desuniformes
quanto o amor que me entregastes,
num pedaço de papel
marcado de batom
Vermelho paixão
Vermelho fúria"

Lincon Zarbietti

Saturday, January 05, 2008

A Minha Natureza

"Hoje a tarde
pouco agora
O cheiro da terra molhada bateu em minha janela
e o vento agitou meus cabelos
E sem mais pensar
estava eu, naquela torrente de água
vinda do céu
E o manto incolor
caiu sob meus olhos
E me fez sorrir
com a simplicidade
que eu procurava há tanto tempo"

Lincon Zarbietti

Não Sou Vazio

"E eu vivo a procurar
Por palavras das quais não entendo
Das quais os significados pouco valem

Só são belas, e enfeitam meus textos
E penso, o quão tolo é aquele
que escreve suas ousadas palavras tortas
intangíveis aos sentimentos
Indecifráveis caminhos a se perder
Pois o que é bonito não tem forma
E sim se forma no coração
Como o cheiro da chuva batendo na terra
O movimento dos girassóis ao comando celeste
As andorinhas voltando para o ninho no fim da tarde
Pois isso é que é o bonito
o simples, a palavra fácil
As únicas coisas, que de fato
Tocam meu coração"

Lincon Zarbietti

O Lado Inaugural

"Ás vezes
me sinto só
com tanta gente ao meu redor
e aquele anel
que sempre me trás boas recordações
De momentos bem-vividos
Ao seu lado
E já não me importo mais
em ter
em ser
Se não tenho você
E aquele lado inaugural do meu ser
O cartão de visitas
A sala de estar
o amor brilhante
como seus olhos
Como aquele anel
que sempre me trás
Boas recordações"


Lincon Zarbietti

Nada mais

"Eu juro
Que não queria nada
nada de mais
Eu juro, que eu só queria
um alguém
pra logo ao abrir dos olhos
lembrar de tudo que eu disse
noite atrás
Nada de mais
alguém que ao cerrar dos olhos
ao cair tarde
assistisse o por do sol comigo,
mesmo não estando ao meu lado
Que no orvalho da manhã
sentisse meu cheiro
Na claridade do finito
sentisse meu amor
Infinito"


Lincon Zarbietti

Monday, December 31, 2007

"Tudo bem
Quando termina bem
Os seus olhos
E os seus olhos
Não estão rasos d'água
Mas eu sei que no coração
Ficaram muitas palavras
Um vocabulário inteiro
De ilusão

Tudo que viceja
Também pode agonizar
E perder seu brilho
Em poucas semanas
E não podemos evitar
Que a vida trabalhe
Com o seu relógio invisível
Tirando o tempo de tudo
Que é perecível

É impossível
É impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer o que senti

Tudo que morre
Fica vivo na lembrança
Como é difícil viver
Carregando um cemitério na cabeça
Mas antes que eu me esqueça
Antes que tudo se acabe
Eu preciso
Eu preciso, dizer a verdade

É impossível
É impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer o que senti

Tudo que morre
Fica vivo na lembrança
Como é difícil viver
Carregando um cemitério na cabeça
Mas antes que eu me esqueça
Antes que eu me esqueça
Antes que tudo se acabe
Eu preciso
Eu preciso, dizer a verdade (...)"

Bruno Castro Gouveia

Último dia

"Sei que vivi
isso é fato
E além disso aprendi
Na escola da vida
dos professores amigos
Amigos professores
Foi dura a estrada anual
Mas foi prazerosa
Foi a parte difícil
que trouxe prazer
prazer inigualável
Gosto da vitória

E hoje, último dia (não de nossas vidas, somente do ano)
Me passa pela cabeça todo aquele filme
E eu não sei ao certo
Se me dei bem ou me dei mal
Se ganhei ou se perdi
Mas sei que chorei
sei que lutei
sei que venci e perdi
Mas acima de tudo
sei que vivi
E continuo vivendo

Essa intensidade me contagia
E escrevo sem pensar
Como se fosse automático
Sabendo que assim
não tenho controle das palavras
nem das frases
E não acho ruim
Pois o que eu escrevo
não sofre censura
E acabo por libertar todo meu corpo
ja cansado
A fim de apenas escrever

Todos meus sentimentos tortos
Minhas angústias
Alegrias, sorrisos
E nem penso em parar de escrever
Não me importo com as críticas
Não escrevo para fulano ou para cicrano
Escrevo de todo
para min
Só para o meu prazer

E no último dia
digo - Eu só escrevi...
E o que mais poderia querer?
do que poder escrever o que sinto
E assim
sinto uma alegria profunda
uma paz serena
e uma vontade de um ano novo
Só para escrever mais
Sinto tudo isso
no último dia"

Lincon Zarbietti

Tuesday, December 25, 2007

Amor sem Limites

Quando a gente ama alguém de verdade
Esse amor não se esquece
O Tempo passa, tudo passa, mas no peito
O amor permanece
E qualquer minuto longe é demais
A saudade atormenta
Mas qualquer minuto perto é bom demais
O amor só aumenta

Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida

Eu nunca imaginei que houvesse no mundo
Um amor desse jeito
Do tipo que quando se tem não se sabe
Se cabe no peito
Mas eu posso dizer que sei o que é ter
Um amor de verdade
E um amor assim eu sei que é pra sempre
É pra eternidade

Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida

Quem ama não esquece quem ama
O amor é assim
Eu tenho esquecido de mim
Mas dela eu nunca me esqueço
Por ela esse amor infinito
O amor mais bonito
É assim nosso amor sem limite
O maior e mais forte que existe

Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida

Quem ama não esquece quem ama
O amor é assim
Eu tenho esquecido de mim
Mas dela eu nunca me esqueço
Por ela esse amor infinito
O amor mais bonito
É assim nosso amor sem limite
O maior e mais forte que existe

Roberto Carlos

Saturday, December 22, 2007

Brasis

Tem um Brasil que é próspero
Outro não muda
Um Brasil que investe
Outro que suga
Um de sunga
Outro de gravata
Tem um que faz amor
E tem o outro que mata

Brasil do ouro, Brasil da prata
Brasil do balacochê da mulata

Tem um Brasil que é lindo
Outro que fede
O Brasil que dá é igualzinho ao que pede
Pede paz, saúde, trabalho e dinheiro
Pede pelas crianças do país inteiro

Tem um Brasil que soca
Outro que apanha
Um Brasil que saca
Outro que chuta
Perde, ganha
Sobe, desce
Vai à luta bate bola
Porém não vai à escola

Brasil de cobre, Brasil de lata
É negro, é branco, é nissei
É verde, é índio peladão
É mameluco, é cafuso, é confusão
É negro, é branco, é nissei
É verde, é índio peladão
É mameluco, é cafuso, é confusão

Oh pindorama eu quero seu porto seguro
Suas palmeiras, suas feiras, seu café
Suas riquezas, praias, cachoeiras
Quero ver o seu povo de cabeça em pé

Seu Jorge & Ana Carolina

Me sinto (muito) bem

Raoana

"Que pessoa exemplar
Que garota adorável
Que menina-mulher

Que perfume sereno
Que voz calma
Que menina-mulher

Que encanto
Que responsabilidade
Que inocência
Que mulher-menina"

Lincon Zarbietti

Thursday, December 20, 2007

"Eu não ligo para a saudade
O que me entristece
É meu carinho não chegar aos cabelos dela
Minha voz não tocar seus ouvidos
E minha boca não beijar seus olhos
É aí que eu vejo, que já não sei mais amar
como amava antes
Algo me quebrou
Mas vou seguindo assim
Amando torto
Com saudade
Mas amando, ao meu modo"

Lincon Zarbietti

Monday, December 17, 2007

"Se saudade fosse moeda
Eu estaria rico
Mas não é,
e nem por isso estou pobre
Estou aqui,
rico de sentimentos
Rico de saudades
Saudades de teus beijos,
incendiários que congelavam o tempo
Já não é mais saudade,
é falta
Falta de você ao meu lado
Falta do meu outro eu,
espelhado em você
Saudade da gente."

Lincon Zarbietti
Morro de saudade quando você some
Dá uma vontade de gritar seu nome
Quase uma loucura, uma obsessão
Pra me sentir feliz só tem uma saída
Fazer você ficar de vez na minha vida
Perto dos meus olhos e do coração

Tuesday, December 11, 2007

Não mais

"As horas passam
Os dias passam
Passam várias coisas
Só o que não passa é a certeza de que
quanto mais eu amei
mais eu fui passado pra trás
Quanto mais eu dei atenção
mais fui isolado
E quanto mais eu confiei...
Quando dei por min, ja estava assim
Eu, minha vida, meu caminho
Passado pra trás
Como eu fiz comigo mesmo um dia
Um dia..."

Lincon Zarbietti

Monday, December 10, 2007

Sunday, December 09, 2007

Mais ou Menos

"A gente pode morar
numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir
numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir
que tudo está mais ou menos,
tudo bem!

Mas o que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum:
É amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
é acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos."

Chico Xavier

Thursday, December 06, 2007

"I can tell by your eyes
That you've probably been crying forever
And the stars in the sky don't mean nothing to you
They're a mirror."

Cheio

"Eu escrevi tanto, mas tanto
que não entendo
Como ainda há tanto sentimento
vazando peito afora?
Não entendo
como posso hoje, ser só sentimento?
Meu ar é sentimento, e minha fome não é material
Como assim tanto sentimento?
Desejo que nunca passe essa fase
Na qual mais sinto, que penso"

Lincon Zarbietti

Uma linha invisível chamada amor

"Ainda que eu tenha sofrido
Pagado e perdido
Me ferido
Eu sei que valeu a pena cada segundo
A minha vida pode e será sempre dividida com uma linha
que tem teu nome
E qualquer dia, quem sabe, a gente se encontra."

Lincon Zarbietti

Tuesday, December 04, 2007

Onde você vê

"Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.

Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.

Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...

Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria
total.

Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do
outro, a não ser que ele deseje isso.

Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.

Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

Fernando Pessoa

Saturday, December 01, 2007

Li por aí...

"Queria apenas uma chance,
para ter um momento da tua ternura;
um minuto do teu silencio
e todos os segundos do teu pensamento."
"Eu gosto dela
Mas não deixo transparecer, para não parecer forçado
Eu realmente gosto dela
Ela não é como você
Ou pelo menos, não se parece como você
E só por isso, eu gosto dela
Diferentemente de você!"

Lincon Zarbietti

Thursday, November 29, 2007

"Aprendi uma coisa hoje; não confie nem na frase escrita e muito menos na palavra dita. Acredite em você. Você é a verdade, e a verdade está apenas em ti, não mais que em ti!"

Lincon Zarbietti

Monday, November 26, 2007

"But I crumble completely when you cry
It seems like once again you've had to greet me with goodbye"

Saturday, November 24, 2007

O Guardador de Rebanhos

(...)

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta)
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo.

Alberto Caeiro

Quem me Dera que eu Fosse o Pó da Estrada

Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...

Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...

Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo. . .

Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...

Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena ...

Alberto Caeiro

Friday, November 23, 2007

Estou triste
E não tenho nada para escrever
E mesmo se tivesse
não escreveria
Por que tristeza essa, não se encontra palavras
Só se sente
E nada mais

Lincon Zarbietti

Sunday, November 18, 2007

"Eu escrevo assim, torto
Inexplicável
Sem métrica, rima ou modo
Vou escrevendo
Não o que vêem, mas o que sinto"

Lincon Zarbietti

Me responda

"Onde ja se viu? Essa saudade torta?
Veja se tem cabimento, você vir bater à minha porta?

Eu não me conformo com essa situação...
E olha que eu entendo esse meu coração!

Veja se tem cabimento?
Esse amor desvairado, jogado ao vento?"

Lincon Zarbietti
"Não tenho tempo
Mas não digo que é ruim
Acordo e está tudo bem...
as vezes não durmo.

Ah que vida de cão!
É... (suspiro)"

Lincon Zarbietti

Monday, November 12, 2007

Palavras do Olhar

No meio de tantas mentes, tanta gente
Quantas visões!
Aquela troca de olhares...
Era pra min!? Era! E se não fosse?
Mas era para ti, isso é certeza consumada
"Oi, que belo sorriso este teu!"
Disse eu, sem mover os lábios

Lincon Zarbietti

Pedras, espinhos e amor

(Memórias de um final de semana)

"Eu sei que essa estrada é tortuosa
Mas que maravilha ofegante é caminhar
Me falta o ar
mas me sobra a vontade
Vai! Caminha!
Mesmo sem saber para onde
Pois só se tropeça para frente,
e só se quebra quanda se anda."

Lincon Zarbietti

Aqui e Agora

(Memórias de um final de semana)

"A todo momento vivo em êxtase
Vivo perplexo e não sei para onde seguir
Ou sei, mas preciso
viver mais desse momento
Único, inesquecível.
Junto à fumaça da felicidade"

Lincon Zarbietti

Thursday, November 08, 2007

"O problema não é inventar. É ser inventado hora após hora e nunca ficar pronta nossa edição convincente."
Carlos Drummond de Andrade
"Viver supera qualquer compreensão"
Clarice Lispector

Viagem

"Amanhã partirei numa viagem
Uma tremenda viagem
Ao meu eu, meu verdadeiro eu
Tenho hora marcada, mas não me importo
O tempo não vai passar
Estou ancioso, mas também não me importo
Me conhecer é o que me falta
Viajarei como nunca viajei antes
Mas vou voltar, prometo
Não sei se o mesmo, talvez não
O que importa é que vou voltar mais apaixonado
E mais apaixonado, vou viver mais"

Lincon Zarbietti

Wednesday, November 07, 2007

Ausência

Deixa secar no meu rosto
Esse pranto de amor que a presença desatou
Deixa passar o desgosto
Esse gosto da ausência que me restou
Eu tinha feito da saudade
A minha amiga mais constante
E ela a cada instante
Me pedia pra esperar

E foi tudo o que eu fiz, te esperei tanto
Tão sozinha no meu canto
Tendo apenas o meu canto pra cantar
Por isso deixa que o meu pensamento
Ainda lembre um momento a saudade que eu vivi
A tua imagem fiel
Que hoje volta ao meu lado
E que eu sinto que perdi


Vinicius de Moraes

Monday, November 05, 2007

Poema de Sete Faces

"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo."

Carlos Drummond de Andrade
Há três modos de ser plenamente feliz
Primeiro é sendo criança, mas já fui
Segundo é amando, mas criei espinhos
E por último é sendo louco
Já não penteio mais meus cabelos...

Lincon Zarbietti

Sou Livre

Será justo, que eu
Simples homem, comum do mundo
Escreva tanto? Todos os dias?
Quanto mais leio, quanto mais vivo
Mais vejo quão leigo sou
Quão irracional, inconstante e arrasador sou
Deve ser por isso que escrevo
Pois aqui, ninguém me põe rédeas

Lincon Zarbietti
Não, eu não voltaria naquele tempo
Não percorreria os mesmo caminhos
As mesmas trilhas, não te daria mais a mão
O que você merece não é um carinho apaixonado
Isso eu guardo pra min, e para os românticos eloqüentes
Você precisa é de uma mão na cintura
Outra nos cabelos
E um beijo apimentado

Lincon Zarbietti

Saturday, November 03, 2007

Inscrição Tumular

Que desatino louco é essa mulher?
Que não me vê chorando, perdido nos seus cabelos
Um devaneio constante em minh'alma
De aperto do coração
A sorriso no rosto
O que ela me faz, nem ela deve saber
Não se explica, e creio que não é novo
Já é de antes, de muito antes, daquele tempo em quem o sol
Se punha sob telhados de barro
Do tempo em que olhares
Não eram somente olhares
Quero no meu jazigo
"Morreu, mas morreu feliz, pois na vida se apaixonou!"
Resumindo, viveu!
Ou melhor, vivi!!!

Lincon Zarbietti

Friday, November 02, 2007

O Amor daqui de Casa

"O amor daqui de casa
Tem um sentimento forte
Que nem gemido na telha
Quando sopra o vento norte
Que nem cheiro de boi morto
Três dias depois da morte
Quem só conhece conforto
Não merece boa sorte
O amor daqui de casa
Tem um sentimento nu
Com gosto de umbú travoso
Com cheiro de couro cru
O amor daqui de casa
Bate asas no verão
Faz parte da natureza
É arte do coração"

Gilberto Gil

Olá, Guardador de Rebanhos

"Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?

Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?

Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram.

Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti."

Alberto Caeiro

Monday, October 29, 2007

Última estrela a desaparecer antes do dia

Última estrela a desaparecer antes do dia,
Pouso no teu trêmulo azular branco os meus olhos calmos,
E vejo-te independentemente de mim;
Alegre pelo critério (?) que tenho em Poder ver-te
Sem "estado de alma" nenhum, sonho ver-te.
A tua beleza para mim está em existires
A tua grandeza está em existires inteiramente fora de mim.

Alberto Caieiro

Saturday, October 27, 2007

Que boca grande você tem
Como é grande a tua boca

Friday, October 26, 2007

Sexto-sentido Masculino

Hoje eu sabia que ia te ver
mas não me parecia.
Contei as horas, adiantei os relógios
desmarquei encontros, esperei...

Sabia que seria como todos os dias
E mesmo com a rotina, aguardei
Dormi bem, dormi pouco, um até logo
sonhei

Finalmente te encontrei, tarde fria
quente ao seu lado
Te dei a mão e disse:
"Segura forte e leva meu coração!"

Levastes a sério, que irônia apaixonante
Agora, não respiro mais sem você
Não rio mais sem você
Não levastes apenas meu coração

Levastes minha vida
E fez dela sua vida
Acho que nunca vivi tanto assim!

Lincon Zarbietti

Até ele! (parte III)

Me curou, me aqueceu
Me descobriu, me descobri
Me fez completo
Talvez viver só, não seja o bastante

Até ele... até ele precisa de companhia!

Lincon Zarbietti

Até ele! (parte II)

Desenhei-o n'água, límpida e clara
Esperei algo, qualquer coisa, me perdi
Aquele labirinto era meu desespero
Mas senti uma mão a me guiar
Era você!

Lincon Zarbietti

Até ele! (parte I)

Move-se a pé meu coração
Frágil coração, pobre coração
Se alimenta de vez em quando
Vagaroso de vez em quando
Vivo, de vez em quando
De vez em quando, quando ao seu lado

Lincon Zarbietti

Incompletos

Somos talvez, a parte mais incompleta desse todo sem meio
Esse todo sem jeito, todo sem fim
E eu, escrevo sem nexo, sem documento
Escrevo como se não fosse eu
Já não sei mais como escrevo
Mas escrevo... e gosto...
Deve ser por que estou feliz,
ou melhor, sou feliz!

Lincon Zarbietti

Tuesday, October 23, 2007

Sem nexo

Há, na vida, coisas incompreensíveis,
que somente são sensíveis.
Ao passo que não há por que entender
O que basta é ser
É viver, é crer que o que se vive
não é apenas um momento fugaz
E sim, um momento pleno.
Mas isso é outra história, diga-se de passagem: pessoal...

E a passagem, é a vida
Que passa na face e leva consigo a juventude

Lincon Zarbietti

Monday, October 22, 2007








A
M
O
R

Saturday, October 20, 2007

Então...

Sim
Não
Amanhã, talvez
Hoje
Agora, já
Quem sabe
Concerteza
Indecisão
Um dia morro disso
Ah... mulheres...

Lincon Zarbietti

Friday, October 19, 2007


"A tristeza voa nas asas do tempo."

Thursday, October 18, 2007

"Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores?
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores

(...)

Triste de nós
que trazemos a alma vestida."

Alberto Caeiro

Wednesday, October 17, 2007

Felizidade

Hoje foi um dia feliz
Que dia feliz foi esse
Hoje foi O dia feliz
Hoje foi nosso dia
Novamente...
... a amizade brilhou!

Que dia feliz!

Lincon Zarbietti

Tuesday, October 16, 2007

I’m sorry for the times that I left you home
I was on the road and you were alone
I’m sorry for the times that I had to go
I’m sorry for the fact that I did not know (...)

Akon

Monday, October 15, 2007

Quente


Provavelmente esse presente
seja, de verdade, diferente.
Um vício incosequente, que vivo intesamente.
Uma cor intangível,
modo aparente de rodar desenfreadamente.

Um amor inocente
Um olhar atraente
Uma pessoa envolvente
- Coisas da gente - diz a corrente
no verdadeiro delírio insandecido da mente...

Lincon Zarbietti

Thursday, October 11, 2007

Vazio

A poesia fugiu do mundo.
O amor fugiu do mundo —
Restam somente as casas,
Os bondes, os automóveis, as pessoas,
Os fios telegráficos estendidos,
No céu os anúncios luminosos.

A poesia fugiu do mundo.
O amor fugiu do mundo —
Restam somente os homens,
Pequeninos, apressados, egoístas e inúteis.
Resta a vida que é preciso viver.
Resta a volúpia que é preciso matar.
Resta a necessidade de poesia, que é preciso contentar.

Augusto Frederico Schmidt

Tuesday, October 09, 2007

"Saudade é uma pontada... não um aperto!"

Lincon Zarbietti


Sunday, October 07, 2007


I never knew
I never knew that everything was falling through
That everyone I knew was waiting on a queue
To turn and run when all I needed was the truth
But that's how it's got to be
It's coming down to nothing more than apathy
I'd rather run the other way than stay and see
The smoke and who's still standing when it clears…

Friday, October 05, 2007


Thursday, October 04, 2007

Viva

Que vivamos então desacordados para as tristezas e envoltos na felicidade que alguns terceiros nos proporcionam.
Que esses terceiros sejam você, eu, nós, os amigos, as amizades.
Que seja o amor!

Lincon Zarbietti

O Som

Ando vivendo uma deliciosa paranóia lúcida.
Ando vivendo uma aventura desenfreada.
Ando sendo eu, renovado a cada dia

Ando vivendo... ultimamente!

Lincon Zarbietti

O cansaço me consome
mas eu não me preocupo mais
meu cabelo está despenteado
mas eu não me preocupo mais
as coisas bagunçadas, os livros caídos, o incenso apagado
mas eu não me preocupo mais
a vida corre, o tempo voa
mas sinceramente? Eu não me preocupo mais

Dou meu máximo, ânseio resultados
Espero, expectativa, melhor que nada
Eu luto, e com isso sim...
com isso eu me preocupo!

Wednesday, October 03, 2007

Dura

Cabeça dura
Dura, pedra
Dura o pensamento, reside sempre em min
Mas vá lá, me diga
Mas nada dizes, cabeça dura
Deixa acontecer, mas não
Dura, dura, dura

Um dia ainda em ti planto flores
Por enquanto, és dura
Mas eu gosto

Lincon Zarbietti

Tuesday, October 02, 2007

Sintomas


E aquele pulso acelerado?
Aquele suor frio, inesperado e incontrolável
Meu silêncio parassimpático
Meu sorriso que se abre
O ar não é mais apático.

E aquele pulso acelerado?
Um misto de felicidade e medo
Igual, mas diferente
Maduro, sábido...
Sol poente

E aquele pulso acelerado?


Caminhos

Passei um longo tempo, sem saber ao certo qual caminho seguir. Segui por vários, muitos tiver que dar meia voltar, outros no entanto acertei. Segui o som das músicas, o cheiro do orvalho fresco da manhãs, a cor da tinta que escrevia, o bater dos corações.
Achei, enfim, um caminho, um caminho meu, individual possível de compartilhar, um tanto paradoxal, porém, exato. A incerteza já bastava em meu caminho, era hora de ser eu mesmo, de gostar de min mesmo. Gostei tanto, que fiz de min, um amor possível de fazer amar aos outros.
Fui feliz, sou feliz, fiz e faço feliz. Fui amor...

Monday, January 29, 2007



"Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres... Se elas voltarem é porque as conquistei.. Se não voltarem é porque nunca as possuí."

Saturday, January 27, 2007


"Queria entender do medo e da coragem, e da gã que empurra a gente pra fazer tantos atos, dar corpo ao suceder. O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!"

Sunday, December 31, 2006

Fim de ano...

Quem me acode à cabeça e ao coração
neste fim de ano, entre alegria e dor?
Que sonho, que mistério, que oração?
Amor.

Carlos Drummond de Andrade

(Dezembro de 1985)

Thursday, December 28, 2006

Wednesday, December 27, 2006

Tuesday, December 26, 2006